terça-feira, 1 de agosto de 2017

A Origem Secreta da MULHER-MARAVILHA! (Última Parte)





Antes de falarmos mais sobre a personagem Wonder Woman/Mulher Maravilha, um pouco mais sobre o seu criador...O malandro, inteligente, safado, feminista, polêmico, e etc. Dr. William Moulton Marston também escreveu livros. Algumas de suas obras tratavam da defesa do seu teste de avaliação da pressão sanguínea e do detector de mentiras. Também escreveu livros de auto-ajuda, uma novela-pulp de BDSM "Venus With Us; a Tale of the Caesar" (republicado como "The Private Life of Julius Caesar")...



...e sua obra mais importante (não contando com certa heroína, hehehe) "Emotions of Normal People" (As Emoções das Pessoas Normais), publicado em 1928.
Curioso por natureza, Marston estudou o comportamento dos indivíduos normais ( até então costumavam estudar somente aqueles com alguma patologia ou desvio comportamental) e descobriu que o perfil comportamental de cada pessoa é formado pela combinação de quatro fatores: Dominância (D), Influência (I), eStabilidade (S) e Conformidade (C)...



O estudo de Marston  passou a ser aprofundado por muitos e muitos estudiosos mundo afora.
Para você ter uma ideia, a teoria que teve início em 1928 tornou-se uma das metodologias mais utilizadas por empresas de todo o planeta – o DISC – utilizado na gestão de pessoas para mapear o perfil de seus colaboradores, possibilitando colocar as pessoas certas nos lugares certos e melhorar a integração e o desenvolvimento delas.Também pode ser usada por aqueles que estão em busca de autoconhecimento....
Mas, William Marston ficou conhecido mesmo como "O Pai da Mulher-Maravilha"! Ele cuidou pessoalmente da personagem mesmo quando contraiu poliomielite em 1944 e ficou inválido, e após ser diagnosticado com câncer em 1946... Trabalhou até 2 dias antes de morrer. Marston faleceu em maio de 1947, 3 meses depois, o editor Max Gaines morreria em um acidente. A Mulher-Maravilha nunca mais seria a mesma... 



                        Obituário de William M. Marston no jornal "The New York Times"

A MULHER-MARAVILHA foi a primeira grande Super Heroína, e continua a ser uma das mais importantes. Se vamos valorizar a Wonder Woman, precisamos reconhecer sem vergonha de onde ela vem. Não é mais divertido ressaltar a "ironia" da Wonder Woman sendo a criação de um psicólogo de óculos que liderou um estilo de vida "kinky" a portas fechadas...Agora, na mídia, a DC usa a frase "Wonder Woman, criada por William Moulton Marston". Uma escolha melhor poderia ser "Wonder Woman criada por William Moulton Marston e Elizabeth Holloway Marston, com Olive Byrne. " ; o Doutor & as Mulheres-Maravilhas!

A MULHER-MARAVILHA em Carne & Osso:



Com o sucesso da série Batman nos anos 60, seu produtor, William Dozier, visualizou novas produções de super-heróis ao estilo "camp", e a Mulher-Maravilha foi o personagem escolhido. Dozier pediu a Stan Hart e Larry Siegel ( ambos da revista Mad), para que escrevessem um roteiro cômico no qual fosse apresentada a origem da personagem para iniciar uma série.  Em 1967, foi gravado um pequeno episódio piloto para avaliação, “Wonder Woman: Who's afraid of Diana Prince?”.  A história apresentava Diana Prince (Ellie Wood Walker) como uma mulher desajeitada que, ao se olhar o espelho se transformava na heroína Mulher Maravilha (Linda Harrison, sucesso no ano seguinte como "Nova" em "O Planeta dos Macacos"). O teor cômico e com uma versão diferente dos quadrinhos não agradou a audiência e o seriado não chegou a ser produzido.




Anos mais tarde, a rede ABC, em parceria com a Warner Brothers, decidiu adaptar a heroína em um telefilme que narrasse a sua origem - "Wonder Woman" (1974) de Vincent McEveety . O papel de Diana Prince/Mulher-Maravilha ficou com a ex-tenista profissional Cathy Lee Crosby. O problema é que a atriz era loira , vestia um uniforme completamente diferente daquele visto nos quadrinhos, e não tinha superpoderes (ela lutava karatê e andava de moto !?!).



Finalmente a personagem ganhou uma versão fiel e divertida em " The New Original Wonder Woman" (1975) de Leonard Horn, para a rede ABC. Este piloto de série mostrava novamente a origem da super-heroína, desta vez, muito fiel aos quadrinhos e conceitos da família Marston.



 O papel principal ficou com a então desconhecida Lynda Carter (Lynda Jean Córvada Carter, Miss Mundo 1972), usando o uniforme clássico, suas armas tradicionais, vinda da Ilha Paraíso durante a Segunda Grande Guerra, com seu amor platônico pelo Major Trevor (Lyle Waggoner), e tudo mais...





  Depois do sucesso deste piloto seguiu-se a popular série de televisão  "Wonder Woman" (A Mulher Maravilha,1975-1976), com o mesmo elenco . Após o primeiro ano, a série mudou de exibidor, passando da rede ABC à CBS, que a renomeou "The New Adventures of Wonder Woman" (As Novas Aventuras da Mulher Maravilha, 1977-1979) com uma abordagem contemporânea, passando-se a partir do ano de 1977. A explicação no episódio "The Return of Wonder Woman" , era que- Diana retornou a Ilha Paraíso depois do fim da Segunda Guerra. Muitos anos depois, um novo acidente de avião, trás o filho de Steve Trevor, e a ameaça de terroristas internacionais...



...assim, de volta ao "mundo dos homens"  Diana Prince passa a ser agente secreta da IADC, (um braço da CIA ) e seu superior é Steve Trevor Jr. (Lyle Waggoner novamente ) que, assim como seu pai era apaixonado platônicamente tanto por Diana Prince como pela Mulher-Maravilha, sem saber que ambas eram a mesma pessoa.


 Linda Carter fez o papel com perfeição, e ficou associada com a personagem para o resto de sua vida. Atualmente, ela vive a Presidente Olivia Marsdin, na série... "Supergirl" ! 

A Mulher-Maravilha fez participações em animações, desde a série "Superfriends" (Superamigos, 1973-1985); passando por "Batman", "Superman", "Liga da Justiça"... 





...até ganhar um longa em animação produzido diretamente para o vídeo: "Wonder Woman" (Mulher Maravilha, 2009) de Lauren Montgomery, contando novamente sua origem (levemente baseada na reformulação feita nos comics por George Perez), e lutando contra Ares, e no final, contra a Mulher-Leopardo...




Em 2011 a NBC/Warner/DC decidiram fazer um reboot da série, atualizando-a para os dias de hoje. "Wonder Woman" (2011) de Jeffrey Reiner foi o espisódio piloto de 45 minutos, mostrando uma Diana Prince (Adianne Palicki) como uma milionária dona de uma corporação, vivendo em Los Angeles  e nas horas vagas atuando como a Mulher-Maravilha...



Exibições teste com críticos e fãs, mostraram que as mudanças  não seriam bem aceitas, e o telefilme nunca foi ao ar, e a série foi cancelada.


Wonder Woman fez uma participação muito especial no confronto “Batman vs. Superman: Dawn of the Justice” ( Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça, 2016) de Zack Snyder...




...e na pele de Gal Gadot (ex-Miss Israel e com treinamento militar), roubou todas as cenas dos pesos-pesados  Henry Calvin (Superman) e Ben (Batman) Affleck...



Finalmente chegamos ao primeiro longa metragem protagonizado por nossa heroína: "Wonder Woman" (Mulher-Maravilha, 2017) de Patty Jenkins...



O projeto estava em andamento desde 1996, passando por várias pessoas, roteiros e protagonistas. Petty Jenkins que havia dirigido o ótimo drama "Monster" (2003 ),  assinou como diretora, e as filmagens começaram no final de novembro de 2015, com locações no Reino Unido, França e Itália. Jenkins é a primeira mulher a dirigir um filme de super-herói com uma protagonista feminina, e disse: "As pessoas realmente pensavam que só os homens amavam filmes de ação"



O filme altera a ambientação dos quadrinhos da Mulher Maravilha dentro do contexto da Segunda Guerra Mundial, movendo-a para a década de 1910 e a Primeira Grande Guerra ( o principal motivo, seria evitar comparações com o Capitão América; o super-herói original da Segunda Guerra e cujo uniforme também inspirou o da Wonder Woman. Assim, nas versões atuais do cinema, a Mulher-Maravilha lutou pela paz mundial, e contra o "perigo alemão" antes do Capitão! ) 




Quanto ao desenvolvimento da história, Jenkins credita as histórias do criador da personagem William Moulton Marston na década de 1940 e os quadrinhos seminais de George Perez na década de 1980,como fundamentais para esta versão.
O longa recebeu comentários bastante positivos dos críticos, com muitos elogios a direção, atuações e trilha sonora. Uma sequência já foi anunciada.



 Versões animadas, diferentes e divertidas da Mulher-Maravilha apareceram em "The Lego Movie" (Uma Aventura LEGO, 2014) de Phil Lord e Chris Miller ; "Lego Batman:The Movie- DC Super Heroes Unit" (2013) de Jon Burton, e em " The Lego Batman Movie" ( LEGO Batman:O Filme ,2017) de Cris McKay...




...e, claro que a sensual personagem ganharia suas versões/paródias pornôs; com a princesa Diana transando com Steve Trevor, Batman & Superman, inimigos, amigos, amigas...











...ficando ânus -luz (não pude evitar o trocadilho infame!), das concepções originais  e feministas de seus criadores...

 Olive "Dotsie" Byrne Richard faleceu em 1990 aos 86 anos; Sarah Elizabeth "Sadie" (Holloway) Marston, faleceu em 27 de março de 1993 (100 anos)... as verdadeiras Mulheres-Maravilha viveram juntas por 64 anos!

"Elizabeth & Olive nunca passaram por um exame no detector de mentiras e nunca romperam o silêncio. O sigilo levou a uma distorção não só da Mulher-Maravilha, mas também dos rumos da história feminina e da luta pelos direitos iguais...A luta das mulheres não veio em ondas. A Mulher-Maravilha, um dos super-heróis mais importantes dos anos 40, foi produto dos movimentos sufragistas, feministas e pró-controle de natalidade dos anos 1900 e 1910 e virou referência dos movimentos de libertação feminina e feminista dos anos 1960 e 1970. A luta pelos direitos das mulheres tem sido um rio, que avança sem parar."

                   (Jill Lepore no epílogo de "A História Secreta da Mulher-Maravilha)











Pesquisas complementares:

https://www.geni.com/people/Elizabeth-Holloway-Marston/6000000015634419208

http://alphabettenthletter.blogspot.com.br/2014/11/comics-marjorie-wilkes-huntley.html

http://comicsalliance.com/wonder-womans-elizabeth-holloway-martston-olive-byrne/

http://www.iluminerds.com.br/mulher-maravilha-75-anos-e-mais-um-segredo/

https://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2014/10/wonder-womans-feminism/381579/

terça-feira, 25 de julho de 2017

A Origem Secreta da MULHER-MARAVILHA! (Segunda Parte)



 Como vimos na primeira parte, o surgimento da Mulher Maravilha nos quadrinhos é uma mistura de contexto social e vida (s) pessoal (ais).  Se por um lado Superman deve sua origem a conceitos de ficção científica e Batman às histórias de detetive noir, a Mulher-Maravilha tem em sua origem muito mais que questões ligadas aos quadrinhos – ela apresenta uma utopia feminista e a luta pelos direitos das mulheres, bem como protestos sufragistas, contracepção, aborto, relacionamentos controversos, BDSM, etc. 




William Moulton Marston, era um homem carismático, multitalentoso, ambicioso, e um entusiasta sincero do movimento feminista. Mas também era alguém polêmico e contraditório.  Sua ambição era se dedicar a uma vida acadêmica de prestígio. Mas, ao se formar, as coisas não saíram bem como planejado. Marston exerceu várias profissões e tocou alguns negócios ( Escritório de Advocacia, empresa de Engenharia, escritório de Publicidade e comércio de tecidos, como seu pai; entre outros...), fracassando na maioria dos seus projetos. Advogado, pesquisador, professor, romancista, escritor de livros teóricos, publicitário; também se tornou consultor do estúdio Universal durante a transição do cinema mudo para o sonoro.... dentre outras muitas atividades.
 Também foi processado por credores e investigado pelo FBI por um caso de fraude. E a ironia era que o homem que havia ajudado a criar o detector de mentiras e lutava pela verdade...era um bom...mentiroso. "Charlatão-erutido e/ou gênio (nunca consegui chegar a uma conclusão)..."  (Cris Ware).
 Praticamente, por onde ele passava gerava controvérsias por suas ideias nada convencionais sobre a natureza humana (ele não via o homosexualismo e travestismo como desvios) e a relação entre homens e mulheres (para ele, os homens teriam muito mais a ganhar num mundo dominado pelas mulheres). Ele fazia de sua vida ( e a das mulheres de sua vida) experimentos para seus estudos. Estes estudos eram considerados pouco científicos, e, assim, ele se tornou persona non grata no mundo acadêmico.




A primeira tentativa de Marston de marcar seu nome na História foi com a invenção do detector de mentiras. Na verdade, com o teste de detecção de mentiras, no qual se media a pressão sanguínea para avaliar alterações de humor. O teste nunca foi levado a sério por autoridades judiciárias e pela polícia, parte por preconceito pela novidade, parte pelas dúvidas de sua eficácia. Em 1921, um concorrente, John Augustus Larson, teve mais sorte. Seu polígrafo utilizava um conjunto de fatores (pressão sanguínea, pulsação, respiração e condutividade da pele) para saber se alguém estava mentindo. Em pouco tempo, Marston viu o polígrafo de Larson ser adotado por vários departamentos de polícia pelos EUA, enquanto seu teste era desacreditado. Anos depois, ao criar a Mulher Maravilha, ele usuraria o Laço da Verdade como uma metáfora ao seu teste. 




Marston nunca desistiu de promover a eficácia do teste, o que gerou grande repercussão na mídia, mas quase nenhum reconhecimento de fato e pouco retorno financeiro.
Em 1940, já na meia-idade, frustrado profissionalmente, havia anos com a família sendo sustentada pelos empregos mais estáveis de sua esposa Elizabeth, Marston deu uma entrevista para a revista Family Circle. O título era "Don’t Laugh at the Comics" (Não riam dos quadrinhos). Marston enaltecia o potencial educador dos quadrinhos, um fenômeno recente na cultura de massa da época, e que conquistou as crianças (e adultos) e se tornou a maior preocupação de professores e pais. Para muitos, os quadrinhos era violentos, estimulavam a delinquência juvenil e estavam repletos de mensagens subliminares pervertidas. O editor da All-American Publications (que depois se fundiria com outras editoras para formar a DC Comics) Max Gaines ficou tão impressionado com as palavras de Marston que o contratou como consultor. 



Moulton, que já havia sido consultor da Universal Pictures, chamou Harry G. Peter (H. G. Peter foi escolhido a dedo para desenhar a amazona. Nos anos 1910, o desenhista fez parte da equipe artística da revista de humor crítico "Judge" e contribuiu para as páginas sufragistas de "The Modern Woman", que também era ilustrada por Lou Rogers, posteriormente diretora de arte da revista de controle contraceptivo "Birth Control Review") para desenhar a história de sua heroína amazona, que, embora tenha alcançado sucesso entre homens e mulheres de diversas gerações tão logo foi lançada, carregava por trás de sua criação um passado tão controverso que, caso chegasse ao conhecimento de seus editores e de seu público, seria banida para sempre das bancas de jornais. 




 Qualquer um que leia hoje os quadrinhos escritos por Marston vai notar como a Mulher Maravilha era uma personagem à frente do seu tempo. Infelizmente, ao redor dela, não havia muito do que Marston se orgulhar. As histórias da Mulher Maravilha promoviam um feminismo muito particular, no qual apenas a heroína era uma mulher independente, bela, forte e de bom coração. Nenhuma outra personagem feminina chegava aos seus pés, nem suas amigas, nem as vítimas inocentes, e muito menos as vilãs sensuais.  Para piorar, os roteiros de Marston traziam o mesmo racismo e xenofobia de outros quadrinhos da época. Pessoas negras eram retratadas como bonecos de piche, de fala caipira....



 Assim como mexicanos eram quase selvagens. Na grande maioria, os vilões eram estrangeiros, principalmente alemães( representando o nazismo), e chineses e japoneses (o "perigo amarelo").



Apesar dos ataques e críticas, Marston ficou à frente de sua criação até a morte, em 1947. Depois disso, a princesa amazona deixou a controvérsia de lado. O editor Robert Kanigher, que não gostava da personagem, ficou responsável pela revista. A Mulher Maravilha se tornou uma garota comportada. Nas décadas de 50 e 60, o conceito original de Marston foi bastante descaracterizado, e as alusões a qualquer tipo de perversão foram retiradas e as vendas da publicação caíram drasticamente 




O que só foi recuperado, de certa maneira, nos anos 1970, quando a Mulher Maravilha estampou a primeira capa da revista feminista "Ms.", as histórias de Marston  foram reeditadas e lançaram a série de TV com Linda Carter.







Nos quadrinhos, a volta triunfal da Mulher Maravilha se deu pelas mãos do desenhista e roteirista George Perez, em meados dos anos 1980.




 Em 76 anos de existência, entre altos e baixos, o brilho da princesa amazona nunca realmente se apagou. Presente em várias mídias e no imaginário popular por décadas, a Mulher Maravilha se tornou um dos símbolos mais relevantes da cultura pop...Mas, mais fantástico ainda, são os detalhes da vida das MULHERES Maravilhas que a inspiraram.

Marston, antes de de criar a Wonder Woman, vivia desempregado (não ficava em nenhum emprego ou negócio próprio por mais de um ano...). A grande casa aonde moravam em Rye, New York, abrigava 4 crianças (dois filhos de Marston com Elizabeth, e mais dois com Olive), o próprio Marston( que passava grande parte do dia em seu escritório, deitado, escrevendo e bebendo muito), suas duas esposas (Betty usava o tradicional anel de casamento, e Olive seus braceletes como símbolo), e muitas vezes uma terceira mulher - Marjorie W. Huntley...



Foto da família Marston em torno de 1947- William no centro; na extrema esquerda, Marjorie Huntley; na extrema direita: Elizabeth Holloway Marston; a direita, acima, de branco: Olive. Os outros são filhos...



Em 1918, Marston servia ao Exército americano, cuidando de soldados traumatizados depois da guerra, na base Upton, em New York. Marjorie era a bibliotecária da base, tinha 29 anos, divorciada, independente, feminista, sufragista e ...sadomasoquista. Marston tinha 25 anos e estava longe da esposa. Passaram seis meses juntos. Muito do que o autor aprendeu sobre bondage & SM foi com ms. Huntley. 
 "Ninguém sabe mais sobre a produção da Wonder Woman do que Marjorie W. Huntley", disse Elizabeth Holloway. Na década de 1940, Huntley ajudou com as cores e o letreiramento dos quadrinhos da Mulher Maravilha, incluindo os muitos quadrinhos que que mostravam mulheres acorrentadas, atadas, mãos e pés. 



 Huntley acreditava no que ela chamava de "ligação amorosa": a importância ( e o prazer) de ser amarrada e acorrentada. Ela também acreditava na consciência extra-corporal, vibrações, reencarnação e na natureza psíquica do orgasmo... Huntley participaria esporadicamente da família-liberal-poliamorosa (Marjorie era hiper-ativa e nunca ficava muito tempo em um mesmo lugar)... quando ela estava na casa dos Marston, tudo cheirava a incenso... 





Huntley,  Olive Byrne,  Bettye Holloway e Marston participaram do que Jill Lepore descreveu como "culto ao sexo" em 1925-26 na casa da tia de Marston, Carolyn. Os participantes celebravam o poder sexual feminino, o domínio, a submissão e o amor, formando "Unidades de Amor" que consistiam em trocas de parceiros, bondage, orgias etc...




 Marjorie ficou ao lado de Olive, Betty e do resto da família, depois que Marston morreu...



CONTINUA...



Pesquisas:

https://en.wikipedia.org/wiki/William_Moulton_Marston

https://www.theguardian.com/books/2014/dec/28/secret-history-wonder-woman-jill-lepore-observer-review

http://www.flavinscorner.com/drww.htm

https://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2014/10/wonder-womans-feminism/381579/

http://www.smithsonianmag.com/arts-culture/origin-story-wonder-woman-180952710/?no-ist

http://comicsalliance.com/wonder-womans-elizabeth-holloway-martston-olive-byrne/

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