sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Erika Blanc: A Longa Carreira de uma Diva do Terror


Nascida em 23 de julho de 1942, na região da Lombadia, Itália; a carreira da atriz Erika Blanc (Enrica Bianchi Colombatto) abrange várias décadas e praticamente todos os gêneros cinematográficos existentes. Sua estreia ocorreu em 1964 e seu filme mais recente apareceu nos cinemas italianos em Dezembro de 2017 ! 





Erika fez uma ponta não creditada na deliciosa comédia (com toques de sci-fi) "Il Disco Volante" (O Disco Voador,  1964) de Tinto Brass ...



Utilizando nomes como Erika Bianchi/Erika White, a jovem e bela atriz participou de pastiches de 007 como "Missão Bloody Mary" , "Agente S 03: Operazione Atlantida" , "Misión Lisboa (todos em 1965), e "Os Espiões Matam em Silêncio", "Tecnica de un Spia", "Um Milhão de Dólares por 7 Assassinos" (1966) no auge do sub-gênero conhecido como Eurospy...

Ela também esteve no Spaghetti-Western com "A Vingança do Pistoleiro" (1965), "Daguejo" (1966), "Django Atira Primeiro" (1966), "Johnny Texas" (1966), "A Grande Rapina do West" (1967), "Gringo, Dispare Sem Piedade" (1968)... 

Durante os anos 1960 e 1970, Blanc estrelou literalmente dezenas de filmes de terror italianos e alemães, variando em qualidade de clássicos ao trash.
Erika Blanc foi Lilian no suspense/terror gótico "La Vendetta di Lady Morgan" (1965) de Massimo Pupillo, com Barbara Nelli, Gordon Mitchell e Paul Muller...







 Em "Operazione Paura" ( "Kill, Baby, Kill!"/"Mata, Baby, Mata", 1966) de Mario Bava, ela foi Monica, que auxilia o médico legista Paul (Giacomo-Rossi Stuart) na investigação sobre mortes bizarras em um pequeno vilarejo da Europa do séc. XIX...




...A culpa, segundo os moradores locais, é de uma antiga maldição envolvendo uma menina de 7 anos, chamada Melissa, que fora morta por um grupo de bêbados, e agora seu fantasma estaria se vingando induzindo ao suicídio...





...Maestro Bava em sua melhor forma...Fotografia, cenografia, ângulos de câmera, clima soturno, ambientação Gótica com orçamento (muito) apertado. Não precisa falar muito. A menina fantasma (interpretada na verdade por um menino) influenciou Stanley Kubrick em "O Iluminado" e ainda é referência para muitos filmes atuais com crianças fantasmagóricas... 



 Erika fez o papel título no erótico "Io, Emmanuelle" (1969) de Cesare Canevari...




...Um dos MUITOS filmes que utilizaram o nome de Emmanuelle Arsan, depois do mega sucesso/escândalo do livro da escritora tailandesa. Aqui, Erika/Emmanuelle é uma mulher deprimida que embarca numa fase de auto-destruição, enquanto vive diversos encontros sexuais. Nada a ver com o personagem original, mas antecedeu o famoso "Emmanuelle" (1974) com Sylvia Kristel...




Ela foi a esposa de  Jean-Louis Trintignant,  no Giallo "Cosí Dolce...Cosí Perversa" (Tão Doce Quanto Perversa, 1969) de Umberto Lenzi - com as também maravilhosas Carroll Baker e Helga Liné...)









Erika Blanc estrelou "La Plus Longue Nuit du Diable" (Devil's Nightmare/O Demônio Sai a Meia-Noite 1971) do belga Jean Brismée...




Sete viajantes passam uma noite na mansão amaldiçoada do Barão Von Rumberg (levados até lá pelo proprio Satãl /Danie Emilfork!).







 Eles são mortos um a um por uma mulher sedutora e sinistra (Erika Blanc), sempre de acordo com um dos "7 Pecados Capitais"...




Um pequeno, mas interessante filme, que mistura o horror gótico com o misticismo pop dos anos 1970 com grande efeito. O elenco é terrível - com exceção de Erika Blanc, como um succubus- Ela mostra uma habilidade surpreendente para transformar seu rosto de sexy para sinistro com pouca ajuda de maquiagem e iluminação...










 Miss Blanc foi a atração de "La Notte che Evelyn Uscì dalla Tomba" (The Night Evelyn Came Out of the Grave, 1971) de Emilio Miraglia... 




...Um infame Giallo/Terror-sexy, aonde um nobre inglês (Anthony Steffan/Antonio Luiz de Teffé) é obcecado por sua falecida esposa (Marina Malfatti), vendo seu fantasma, e sendo compelido a  torturar e matar mulheres ruivas parecidas com sua Evelyn.







Erika é Susie, uma dançarina de boate e uma das "vítimas"... A cena do confronto entre Susie e o "fantasma" é um primor de edição e sugestão. Muitos closes e detalhes anatômicos de miss Blanc foram removidos do filme pela censura da época.  






Esta esteve envolvida em muuuitooo mais torturas em :





"Hexen geschändet und zu Tode gequält "( Mark of the Devil- Part 2, 1973) de Adrian Hoven...




...vivendo a nobre Elisabeth von Salmenau, que se opõe ao corrupto caçador de bruxas Natas (Reggie Nalder), e acaba vítima da inquisição... 




Erika, graças aos seus atributos físicos, fez sucesso em diversos filmes da chamada "Comédia Erótica Italiana", e virou Sex Symbol em produções como "Bela, Rica, Leve Defeito Físico, Procura Alma Gêmea"; "Primo Tango a Roma"; "Bruna Formosa, Cerca Superdotato" (1973); "Puro Como um Anjo...Papai Me Fez Monge de Monza"(1974)...









...e também filmes de suspense/Giallos eróticos, comoi "Amore e Morte nel Giardino degli Dei" (1972)...





... "El Juego del Adulterio" (1973) de Joaquin Luis Romero Marchent ;"Giochi Erotici di una Famiglia per Bene" (1975), e "Una Libélula Para Cada Muerto" (1975) de León Klimovsky, com Paul (Jacinto Molina) Naschy...




Com o status de diva sensual, Erika posou nua para ensaio da revista "Playmen" (1975)...






...e mais tarde para a "Playboy"...



 Erika voltou ao terror em "Notte in Casa Usher"(1979) de Daniele D'Anza , episódio da série de TV "I Racconti Fantastici di Edgar Allan Poe".




 Seu ritmo diminuiu um pouco durante os anos 80 e 90, mas ela continuou a ser um rosto familiar em filmes e séries de TV - de 2002 a 2008, ela foi do elenco fixo da série policial italiana "Carabineri"...

Aos 75 anos, Blanc continua a ser uma atriz popular e respeitada em seu país. Seu trabalho mais recente para o cinema foi o drama italiano "Il Premio" (2017). 
Entre 1962 e 1977, ela foi casada com o diretor de cinema Bruno Gaburro. Eles tiveram uma filha, batizada Barbara Gaburro, que depois também se tornou atriz com o nome de Barbara Blanc.
 Internacionalmente, Erika é comparada com sua colega Helga Liné como uma das Femme Fatales/Scream Queens ruivas, mais memoráveis da década de 1960 e 1970....










domingo, 14 de janeiro de 2018

Dungeons & Divas: A Erótica Fantasia de Clyde Caldwell





Clyde Caldwell nasceu na Carolina do Norte (USA) em fevereiro de 1948. 



 "Eu me tornei um tipo de artista por que ... Eu não poderia fazer mais nada! Eu estive na música por algum tempo. Eu toquei guitarra em uma banda local. Eu também gostava de escrever histórias e músicas. Mas o desenho e a pintura foram os mais fáceis para mim ". [Dragon Magazine, Janeiro 1987]

 Caldwell se interessou por pintar arte de fantasia e ficção científica no ensino médio. "Minhas maiores influências naquela época eram as capas dos livros de Edgar Rice Burroughs. Eu queria pintar quadros como aquelas capas. Meus pais sempre me encorajavam na minha arte, mas eles não entenderam por que eu resolvi pintar ficção científica. Eles queriam que eu pintasse paisagens e natureza morta ". [idem]



 Caldwell obteve um diploma de artes na Universidade da Carolina do Norte em Charlotte, graduou-se na Universidade da Carolina do Norte em Greensboro com um mestrado em artes plásticas. "Eu pensei que eu poderia me tornar um professor, então achei que o mestrado era uma boa ideia. Quando comecei a fazer alguns trabalhos em fanzines, essa ideia foi arquivada".





Caldwell fez ilustrações para jornais e trabalhos para uma agência de publicidade antes de se jogar como ilustrador freelance para diversas revistas- incluindo a seminal Heavy Metal Magazine e para a revista sobre RPG "Dragon" da editora TSR.







Depois de recusar algumas vezes, ele acabou trabalhando direto para a TSR entre 1982 e 1992. Caldwell ganhou fama  ilustrando muitos produtos da linha "Dungeons & Dragons" na época em que o jogo estava no pico de sua popularidade. Ele ficou conhecido em particular por seu trabalho em módulos dos jogos "Ravenloft" e "Gazetteer". 






 Desde 1992, ele  voltou a trabalhar como artista freelancer.
Seu trabalho foi incluído como parte da coleção 2002 "Masters of Dragonlance Art" (2002).  Caldwell também ilustrou cartões para o jogo de cartas "Magic: The Gathering". 

Um dos aspectos de seu trabalho (quer seja em capas de livros ,revistas ou jogos) que mais chamam a atenção são as suas belas e poderosas mulhers fantásticas! Aqui, apenas uma pequena parte delas...






































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