terça-feira, 23 de outubro de 2018

Adriano De Vincentiis - Quando o Erotismo é Arte



Adriano De Vincentiis  (1 de janeiro de 1971, Téramo, Itália) pode-se dizer, "nasceu com um lápís na mão". Desenhando desde a tenra idade, na vida adulta resolveu fazer isto sua profissão, e estudou desenho em uma escola de artes da sua região natal de Abruzzes. Influenciado em sua adolescência pelos mestres italianos MILO MANARA & TONINO LIBERATORE, seu primeiro trabalho publicado foi a graphic novel de ficção científica e erotismo "Koshka" (1993)...



 ...que permanece inédita na Itália, mas foi traduzida para a Espanha, publicada na Bélgica, na França, e na "Heavy Metal" americana. 




Imediatamente após, ele deixou as história em quadrinhos  para trabalhar como desenhista de storyboard e designer de filmes, viajando entre Hollywood e a Ásia. Nos Estados Unidos ele trabalhou para o Dreamworks Studios, e com Peter Chung (criador de Aeon Flux) como designer de personagens...

  Em Hong Kong ele trabalhou com Tsui Hark em diversos filmes e projetos de animação.  Ele fez, por exemplo, o storyboard para "Black Mask 2: City of the Masks" (Máscara Negra 2, 2002) de Tsui Hark !



 No final dos anos noventa, ele retornou aos quadrinhos, mas foram os editores e leitores franceses que gostaram de seu talento. Na França, Adriano encontrou o espaço e a liberdade de expressão que o mercado editorial italiano não foi capaz de lhe oferecer.
Em 2004 ele publicou na França "Sophia #1 : Passé Trouble",  com a personagem erótica de Massimo Visavi, iniciando uma parceria de sucesso...



 "Sophia 2: Elementa Chaos" (2006) continuou a série com a personagem Sophia Delamore, uma maravilhosa e sexy manequim, sempre envolvida em aventuras perigosas e eróticas, que também foi publicada (e capa) da "Heavy Metal"...











Em 2008 foi publicado o livro "Secret Sophia", com uma compilação de desenhos, esboços e pin-ups de Adriano relacionados com a personagem...com prefácio de seu mestre Milo Manara!



De Vincentis também desenhou para outras séries como "Succubus: Roxelane" (2011), e sua assinatura pasou a ser  uma das mais apreciadas dos quadrinhos eróticos atuais. Em 2012 a galeria Daniel Maghen, em Paris, recebeu uma exposição de seus originais...


Um pouco da grande e maravilhosa arte de Adriano...















































terça-feira, 16 de outubro de 2018

Patty Duke- A Loucura Brilhante






Patty Duke nasceu Anna Marie Duke em 14 de Dezembro de 1946, em Elmhurst, New York, filha de um motorista de táxi e de uma atendente de caixa de banco. 
 A infância de Duke foi conturbada. Seu pai era alcoólatra e sua mãe sofria de depressão nervosa e estava propensa a violência. Quando Patty tinha seis anos, seus pais se separaram; com oito anos, sua mãe passou-a aos cuidados dos empresários John e Ethel Ross (que administravam a carreira de seu irmão mais velho, Ray Duke), que reconheceram seu talento e a promoveram como atriz infantil de sucesso.

Os métodos dos Ross eram inescrupulosos, mentiam sobre sua idade, (diziam que Patty era dois anos mais jovem) e colocaram em seu currículo alguns créditos falsos. Foi Ethel Ross que deu a ordem de mudança do seu nome, "Anna Marie está morta, você é Patty agora." Seu nome profissional foi escolhido porque Ross queria que ela conseguir o sucesso de Patty McCormack ("The Bad Seed"/"Tara Maldita", 1956). Anos mais tarde, Patty acusaria John de abuso sexual...
  Patty começou em comerciais, e pequenas pontas em alguns filmes, entre eles, o terror/sci-fi "4D Man" (Quarta Dimensão, 1959) de Irvin S. Yeaworth Jr. (diretor do cult "A Bolha Assassina" de 1958)...







 Seu primeiro papel memorável veio quando ela foi escolhida para retratar a cega e surda Helen Keller na versão da Broadway de "The Miracle Worker" ( O Milagre de Anne Sullivan) de William Gibson; a peça ficou em cartaz quase dois anos. 




Em 1962, "O Milagre de Anne Sullivan" (1962) tornou-se um filme e Patty ganhou um Oscar de melhor atriz coadjuvante. Ela tinha 16 anos, fazendo dela a pessoa mais jovem a ganhar um Oscar. 




Em seguida, ela estrelou seu próprio seriado de TV intitulado "The Patty Duke Show" (1963). Durou três temporadas, e Patty foi nomeada para um prêmio Emmy. 




Em 1965, ela estrelou o filme "Uma Loirinha Adorável" ( Billie, 1965). Foi um sucesso e foi o primeiro filme vendido para uma rede de televisão. Nesse mesmo ano, ela se casou com o diretor Harry Falk. Durante os quatro anos de seu casamento,  Patty sofreu com sua ainda não diagnosticada e não tratada depressão maníaca. Ela se tornou anoréxica, bebia muito e teve overdose várias vezes.




Patty também teve uma breve carreira como cantora pop de sucesso. Seu primeiro single foi " Don't Just Stand There" (1965), seguido do álbum com o mesmo título. Ela lançaria ainda o álbum "Patty" (1966) e mais alguns singles e EPs... 


Em 1967, com The Patty Duke Show cancelado, Patty tentou deixar o sucesso de infância para trás e deu uma guinada em sua carreira ao viver Neely O'Hara, uma jovem e problemática atriz em " Valley of the Dolls" (O Vale das Bonecas ,1967) de Mark Robson...




 ...co-estrelando com Barbara Perkins e Sharon Tate, um drama sobre os bastidores sujos do mundo dos espetáculos, que foi um sucesso de bilheteria,  apesar das críticas negativas...





...a audiência e os críticos tiveram dificuldade de aceitar a estrelinha adolescente americana como uma cantora drogada e alcoólica . Embora o filme tenha se tornado um clássico camp (devido ao desempenho mais do que o normal de Duke), quase arruinou sua carreira no momento. 






...o filme ainda gerou uma sequencia-não-oficial & um cult-movie chamado "De Volta ao Vale das Bonecas" (1970) de Russ Meyer!!!


Em 1969, ela garantiu uma parte em um filme independente chamado "Uma Garota Avançada" (1969). O filme foi um fracasso de bilheteria, mas ela ganhou seu segundo Globo de Ouro por sua performance no mesmo. Patty estrelou o episódio "The Last Visitor" (1969) de Don Chaffey , para a série de terror "Journey to the Unknown"( Enigma, 1968/1969, produzida pela Hammer Films e 20th Century Fox)...



...vivendo uma mulher que tenta se recuperar de um colapso nervoso, descansando em um resort à beira mar. Somente para descobrir que alguém a está ameaçando...


Em 1970, com 23 anos, ela teve um relacionamento com Desi Arnaz, Jr. ( na época, com 17 anos), filho da atriz Lucille Ball,  A relação tornou notícia em tablóides, em parte devido à grande oposição de Lucille Ball ao relacionamento do seu filho com Duke. Então, em seguida, ela começou um relacionamento com o ator John Astin, o famoso Gomez da série "A Família Addams"... 



Entre junho e julho de 1970, ela teve um curto (13 dias) casamento com o promotor de rock Michael Tell, que terminou com uma anulação.Duke ficou grávida e havia especulação da mídia que a criança era de Arnaz. Seu filho, Sean nasceu em fevereiro de 1971. Patty afirmou em sua autobiografia de 1987 que John Astin era pai de Sean (e ele adotou-o); ela declarou mais tarde que sempre pensou que o pai biológico era Desi Arnaz, Jr. Em 1994, o filho de Patty, Sean, fez o teste de paternidade que revelou que seu pai biológico era realmente o segundo marido de Duke, Michael Tell. Sean tornou-se ator e estreou como o "Mickey" de "Os Goonies" (1985) de Steven Spielberg, e foi o "Samwise" da saga "O Senhor dos Anéis"! 






Patty participou do segmento "The Diary" (1971) em "Night Gallery" (Galeria do Terror), série macabra clássica de Rod Serling...




De volta ao cinema, ela viveu a viúva grávida Francesca no thriller de terror  "Youll Like My Mother" (Sob a Sombra da Outra, 1972) de Lamont Johnson...









...após perder o marido na guerra do Vietnã, ela vai visitar pela primeira vez sua sogra em uma gelada cidadezinha do interior...


...na sinistra mansão da família, ela vai descobrir segredos obscuros, acaba dando a luz a uma criança que aparentemente nasce morta, e tem que enfrentar um jovem psicopata (Richard Thomas)...






Falando em psicopata, na série de suspense e terror "The Sixth Sense"( O Sexto Sentido),  ela participou do episódio "With Affection, Jack the Ripper" (1972) de Robert Day...






Patty Duke interpreta uma analista chamada Elizabeth, que está estudando um homem chamado Adam (Robert Foxworth), e ele acredita que é ou foi o lendário Jack, o Estripador... 







Em 1972, Duke e o ator John Astin, casaram-se, ele adotou o filho dela, Sean, e teve seu segundo filho Mackenzie (Mackenzie Astin também seguiria a carreira artística dos pais e do irmão), que nasceu em 1973. Duke e Astin trabalharam juntos exaustivamente durante o casamento. Por um tempo, Duke acrescentou 'Astin' em seu nome profissional. O casamento e seus filhos melhoraram muito sua auto-confiança e sua carreira.




Em "Graveyard Shift" (1973) de Don McDougall, episódio da série "Circle of Fear" ( "Círculo do Medo", criada por Richard Matheson como "Ghost Story"/"Histórias Fantásticas" ), Patty Duke Astin foi a esposa grávida do ex-ator Fred Colby (John Astin)...




... que agora é forçado a trabalhar como guarda de segurança no mesmo estúdio em que já fez filmes, e que agora está fechado para demolição,. Sua esposa Linda ( Patty Duke) está esperando um bebê, e Fred realmente precisa manter seu emprego, mas eventos estranhos estão ocorrendo em seu turno, já que não apenas uma gangue local invade o estúdio para se divertir, mas parece que verdadeiros monstros e fantasmas estão assombrando o lugar, e estão querendo sua esposa e feto para propósitos sinistros...


 Em 1976, ela ganhou o segundo prêmio Emmy para a minissérie de grande sucesso, "Capitães e Reis" (1976), e no mesmo ano estrelou "Look What's Happened to Rosemary's Baby" ( Veja o que Aconteceu ao Bebê de Rosemary, 1976) de Sam O'Steen... 




...o diretor foi o editor do original "O Bebê de Rosemary" (1968 ) de Roman Polansky, e aqui faz a atrocidade de criar uma sequencia feita para a TV! Patty faz o papel de Rosemary Woodhouse (originalmente feito por Mia Farrow), e Stephen McHattie é o crescidinho Adrian, seu filho, e filho do capeta...









...o elenco é ótimo, com participações de Ruth Gordon reprisando seu papel, e diversas estrelas da TV & cinema dando uma canja...mas, o filme é uma bagunça, e nem assusta nem diverte...

Também feito para a TV, mas muito melhor foi "Curse of the Black Widow" (A Maldição da Viúva Negra, 1977) de Dan Curtis...




...Um detetive particular (Tony Franciosa) investiga um estranho assassinato. Ele acaba descobrindo que uma antiga maldição indígena atinge uma das mulheres da família Lockwood - a matriarca June Lockhart; de "Perdidos no Espaço", Leigh (Dona Milles) e Laura (Patty Duke Astin)...




...em noites de lua cheia, uma delas se transforma em uma gigantesca aranha Viúva Negra!





No cinema ela viveu novamente uma grávida em apuros, na mega-produção/mega fracasso "The Swarm" (O Enxame, 1978) de Irwin Allen...





...com um elenco estelar ( Michael Caine,  Katherine Ross, Henry Ford, Jose Ferrer, Richard Widmark, Richard Chamberlain , Olivia de Havilland...) e bons efeitos especiais (pré CGI), o roteiro maluco conta o ataque de um gigantesco enxame de abelhas africanas (vindas da América do Sul ) a cidades americanas...Um trash movie caro e que derrubou a carreira do produtor-diretor Irwin Allen...




Ela, então, ganhou seu terceiro Emmy na versão para a TV de "O Milagre de Annie Sullivan" (1979), desta vez retratando "Annie Sullivan".

Em "The Babysitter" ( A Enviada do Mal, 1980) de Peter Medak, ela foi a esposa de William Shatner, e  mãe super-protetora de Quinn Cummings...




...em um eficiente thriller feito para a TV do especialista Medak. 

 Em 1982, ela foi diagnosticada com doença maníaco-depressiva, ecomeçou uma luta contra a doença e para audar outros com o mesmo problema.  Em 1984, ela tornou-se presidente do Screen Actors Guild (SAG).

 Em 1986, ela se casou com Michael Pierce, um sargento que  conheceu durante a preparação para um papel no filme de TV, "A Time to Triumph" (1986). Em 1987, ela escreveu sua autobiografia, "Call Me Anna". Em 1989, ela e Mike adotaram um bebê, a quem chamaram de "Kevin", e ela estrelou o terror "B" "Amityville 4: The Evil Escapes" (A Fuga do Mal, 1989) de Sandor Stern...




 Sua autobiografia tornou-se um filme de TV em 1990, com Patty atuando como ela mesma, de seus 30 anos em diante. Em 1992, ela escreveu seu segundo livro, "A Loucura Brilhante: Viver com a Doença Maníaco-Depressiva ". 
No mesmo ano estrelou o terror "Grave Secrets: The Legacy of Hilltop Drive" (Cemitério Macabro, 1992) de John Patterson...




...baseado na história real que também serviu de inspiração para "Poltergeist- O Fenômeno" (1982) de Tobe Hooper.  



              Patty Duke com David "Strasky & Hutch" Soul em "Cemitério Macabro"

Patty Duke teve uma longa e bem sucedida carreira, conquistando três Emmys. Ela continuou muito atuante na TV, até que uma ruptura no intestino a levou a um quadro de infecção generalizada e ela faleceu em março de 2016, aos 69 anos.







Anne Marie Duke foi uma mãe dedicada, uma defensora política para questões como a "ERA" (Emenda dos Direitos Iguais), luta contra a AIDS e pelo desarmamento nuclear.



                                       Patty com os filhos Sean & Mackenzie Astin

 Ela admitiu que sua condição de maníaco-depressiva atrapalhou muito sua vida pessoal.  Mas ela provou sua força como atriz e como pessoa...
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