segunda-feira, 2 de abril de 2012

Eva Green: "Não entendo porque eles não podem ver uma pessoa nua na tela..."





Eva Gaëlle Green nasceu em Paris na França no dia 5 de julho de 1980 e passou grande parte da sua infância na Inglaterra. Filha da atriz bastante conhecida na França Marlène Jobert (que já trabalhou com Jean-Luc Godard e outros diretores importantes, mas que hoje já não atua mais, escreve livros infantis) e de um cirurgião dentista sueco, Walter Green. Eva é prima da cantora/atriz Elsa Lunghini e sobrinha da atriz Marika Green. E tem uma irmã gêmea não idêntica chamada Joy, que nasceu 5 minutos depois dela. Por ter nascido primeiro, Eva recebeu esse nome em referência a “primeira mulher do mundo”. Eva e Joy são muito diferentes entre elas e não apenas fisicamente. As duas possuem interesses distintos. Joy, que estuda negócios é casada com um contador italiano e quer cuidar de cavalos, é mais pé no chão e concreta que Eva. As duas quase não mantém contato.

Eva Green na peça Jalousie
Aos quatorze anos, assistindo ao filme “A História de Adele H” com Isabelle Adjani, Eva resolveu ser atriz como a mãe. Estudou arte dramática na Saint Paul Drama School, em Paris, por três anos. Fez também curso na Weber Douglas Academy of Dramatic Art, em Londres, e estudou direção na Tisch School of Arts da Universidade de Nova York. Seu primeiro papel no teatro foi na peça "Jalousie". O talento da jovem francesa é imediatamente percebido: em 2002, ela ganha uma indicação ao Molière de Revelação Teatral feminina.
Durante uma apresentação de teatro nos palcos franceses, a atriz chamou a atenção do cineasta italiano Bernardo Bertolucci, que a convidou para participar do filme “The Dreamers” (2003). O diretor recomendou  que Eva melhorasse sua pronúncia em inglês e ela estudou durante dois meses com um professor antes de finalmente estrelar o filme. O diretor a descreveu como sendo "tão bonita que chega a ser indecente". Eva Green também compôs e gravou parte da trilha sonora do filme. E faz o papel de Isabelle, uma jovem linda e sedutora com uma personalidade extraordinária.
 
A história começa quando Matthew (Michael Pitt), estudante americano que vive em Paris, chega à Cinemateca para mais uma sessão de cinema e encontra o lugar fechado e com um aglomerado de estudantes/manifestantes à sua frente. O fundador da Cinemateca, Henri Langlois, fora demitido – acusado de, com sua programação, incitar a libertinagem política e sexual. No meio da confusão, Matthew faz amizade com os irmãos Isabelle e Theo (Louis Garrel). A polícia chega pra acabar com a brincadeira, e os três acabam passeando pela cidade, conversando amenidades. Sozinhos em casa, Theo e Isabelle convidam Matthew para passar uns dias em seu apartamento – os pais dos gêmeos estão viajando. A princípio, o americano (a esta altura já hipnotizado pela beleza estonteante da moça) estranha a ligação muito forte entre os irmãos. Quando é aceito pela dupla como um autêntico conhecedor de cinema, os três se trancam no apartamento e passam as tardes a discutir filmes, política, revoluções. Até que o americano percebe, chocado, a relação incestuosa entre Theo e Isabelle. E acaba cedendo à graciosidade dos gêmeos. À medida que as relações se aprofundam, as coisas fogem ao controle.
Na época, Eva Green criticou a imprensa americana que ficou chocada e indignada com o erotismo do filme: "Deve ser muito chocante para eles, mas o que não entendo é por que os americanos ficaram incomodados com isso. Não entendo por que eles não podem ver uma pessoa nua na tela e nós podemos ver um bebê ser assassinado num filme deles. Isso é muito estranho. Essas pessoas são muito puritanas."
Quando questionada como foi lidar com as cenas de sexo do filme, Eva comenta: “Eu sou uma pessoa muito tímida, muito reservada, mas você sabe, é Bertolucci. Eu já vi O Último Tango em Paris e não é pornográfico, não é vulgar, não é doentio, então eu confio nele. Ele é um mestre do amor e erotismo, mas isso é bom porque eu parei de ser consciente. Eu me sentia drogada ou anestesiada porque você precisa ser. Você tem que se deixar escapar e esquecer tudo, esquecer o cara do som e tudo isso.”
Conseguindo tal exposição no inicio de carreira, Green não teve pressa para se tornar uma superstar. Seu próximo papel foi ao lado de Kristin Scott Thomas na aventura francesa “Arsène Lupin” (2004) , um projeto de orçamento modesto, do diretor Jean-Paul Salomé. Baseado no famoso ladrão francês criado por Maurice Leblanc, em especial o livro La Comtesse de Cagliostro de 1924, o filme conta à história de Arsène Lupin (Romain Duris), filho de um famoso ladrão morto pela polícia em sua frente, quando ainda era uma criança. Adulto, Lupin segue os caminhos do pai se tornando um elegante ladrão da aristocracia francesa. É quando conhece a linda e misteriosa Condessa Joséphine (Kristin Scott Thomas), a Condessa de Cagliostro do título do livro, ela passa a tutorar os roubos de Arsène enquanto planeja o roubo do tesouro perdido dos reis da França. Sua vida de aventureiro atrai a atenção da jovem Clarisse de Dreux-Soubise (Eva Green), sua prima, apaixonada por ele.

  
















Seu próximo filme, contudo, “Kingdom of Heaven” (2005) (“Cruzada” no Brasil) de Ridley Scott -  filmado no Marrocos e que tem por tema a retomada de Jerusalém  pelos  muçulmanos em 1187 -  esperava-se como o sucesso da temporada.  Embora a performance de Green como Sybilla tenha sido respeitável, o filme não foi o que se esperava com a crítica e com as audiências.



Mas isso pouco afetou Green, que continuou a fazer qualquer filme que tivesse apelo para ela ao invés daqueles que poderiam fazer sua carreira decolar. Comprometeu-se em um filme do diretor Backstay Khudojnazarov, “Zhivaya Riba” (2006), sobre uma mulher envolvida no contrabando de animais exóticos e insetos. Porém o filme, uma co-produção entre a Rússia, a França, a Alemanha e o Reino Unido, aparentemente foi suspenso/cancelado.
Poster japones de Cassino Royale
Eva Green foi convidada para fazer o papel de femme fatale no filme "Dália Negra" (2006 de Brian De Palma), mas recusou temendo ficar marcada por papéis do gênero após "Os Sonhadores". No entanto, acabou aceitando interpretar a bondgirl Vesper Lynd no filme "Cassino Royale" (2006 direção de Martin Campbell), com Daniel Craig, primeira personagem por quem o espião James Bond se apaixona.

Eva comenta sobre sua personagem no filme: 
“Vesper Lynd é a raiz de todas as Bond girls, e ela é bastante complexa e ela é a única que conquista o coração de Bond, que é bastante incomum. Você verá um lado muito humano de Bond neste filme. Ela é um enigma. Ela é muito misteriosa. Você realmente não pode ver através dela. Ela realmente não joga com sua  sexualidade. Ela é muito sensual, mas eles têm essa relação que é verbal, eles são como parceiros de boxe. É uma relação bastante incomum. Várias Bond girls são sexys e irreais, mas Vesper é mais realista e mais humana. Eu tive a oportunidade de ler o script antes do teste de tela e eu realmente me apaixonei com o personagem. Ela é a única mulher que Bond se apaixona, ela molda-o e terá um grande impacto sobre sua vida. Ele vai se tornar o Bond que conhecemos, e que o torna interessante. Neste filme, acho que ele talvez seja mais humano, você vai ver seus defeitos, e ele é um pouco mais robusto, e Daniel Craig parece um pouco rude."
O enredo, de acordo com Eva: 
“É um filme muito profundo, profundo com um monte de voltas e reviravoltas. A história de amor me comoveu, e não é como um filme de ação. É por isso que eu estou fazendo este filme, e este personagem é um presente para um ator, então você não pode dizer não. Você seria bastante idiota."


Em 2007 atuou novamente com Craig no filme “The Golden Compass” (“A Bússola de Ouro”) de Crhris  Weitz, baseado no livro de Philip Pullman.
A Bússola de Ouro é uma aventura de fantasia excitante, fixado em um mundo alternativo onde as almas das pessoas se manifestam como animais e bruxas co-existem. No centro da história está Lyra (interpretado pela estreante Dakota Blue Richards), uma menina de 12 anos que tenta salvar um amigo que foi raptado por uma misteriosa organização conhecida como os Gobblers.
Eva faz o papel da bruxa Serafina Pekkala, a rainha das bruxas do Lago Enara. Com mais de trezentos anos de idade, ela tem a longevidade e vigor de sua espécie, com aparência e energia de uma mulher de vinte anos. Como todas as bruxas, ela tem o poder de voar e tem acesso ao conhecimento arcano que vem por meio dos sinais da floresta. Ela habita, ao extremo Norte, onde a barreira entre os mundos é fina.

Eva Green vive Emília em “Franklyn” (2008 - "O Justiceiro Mascarado" no Brasil), uma estudante de arte, que produz trabalhos cada vez mais complexos e de morte. O Filme de Gerald McMorrow é uma narrativa passada simultaneamente entre uma Londres contemporânea e em uma metrópole futura governada pelo fanatismo religioso/político. A história envolve quatro almas, divididas entre dois mundos paralelos, em curso para uma colisão explosiva quando uma única bala decidirá o destino de todos. No filme, Ryan Phillippe interpreta Preest, um detetive mascarado à procura de seu inimigo pelas ruas de Meanwhile City. Bernhard Hill é Esser, um homem falido em busca de seu filho rebelde pela cidade de Londres. Sam Riley interpreta Milo, um garoto de coração partido que tenta, desesperadamente, encontrar o caminho de volta à pureza do seu primeiro amor. 



Em “Cracks” (“Sedução” – 2009) de Jordan Scott, Eva Green interpreta a professora de natação Mrs. G, que ela mesma define como “louca”. O filme tem insinuações de um romance lésbico. A história é baseada no romance de Sheila Kohler, sendo que o romance refere-se a época e local diferentes, Africa do Sul, 1960. A história do filme se passa em 1930 na Inglaterra. Mrs. G é a professora de natação de uma escola para garotas. Enquanto a maioria das professoras são severas e rígidas, Mrs. G é uma mulher a frente do seu tempo, com espírito jovem e aventureiro, fazendo questão de transmitir isso para suas alunas. Mas, o destino está prestes a mudar, quando a jovem e bela Fiamma (Maria Valverde), uma estudante espanhola, se matricula na escola. A garota insiste em preservar sua independência o que chama a atenção de Mrs. G. Conforme os laços se tornam mais íntimos, segredos e mentiras virão à tona com a descoberta que a relação entre professora e aluna é mais do que simplesmente acadêmica. 



 










 














Em 2010 Eva interpretou Rebecca em “Womb” (“Ventre” no Brasil) do húngaro Benedek Fliegauf. Foi o primeiro filme do diretor em inglês. O filme começa com um romance de verão entre dois adolescentes, Rebecca e Tommy, que subitamente termina porque a moça se muda para o Japão. Vinte anos depois, ela retorna crescida e ainda apaixonada. Tommy também cresceu e agora milita contra a “cyber-prostituição” que cria clones humanos para propósitos capitalistas. Ocorre que Tommy morre em um acidente de carro e a jovem enlutada perde seu amor. Amor que renasce pela possibilidade da clonagem: Rebecca engravida do DNA de Tommy gerando um filho. Um clone. O amor materno pelo filho “alma-gêmea” extrapola limites. Torna-se um incesto artificial. E assim, “Womb” projeta com óbvias questões éticas e morais. 




No drama "Perfect Sense" (“Sentidos do Amor", 2011, de David Mackenzie) Eva Green vive a epidemiologista Susan que começa a encontrar casos de algum tipo de histeria que está se espalhando rapidamente entre as pessoas. Nesse meio tempo, encontra Michael (personagem de Ewan McGregor), que vive um chef, por quem acaba se apaixonando. Só que o amor dos dois enfrenta dramáticas mudanças que estão acontecendo por todo o globo.



 










O mais recente trabalho de Eva Green no cinema é o terror gótico dirigido por Tim Burton“Dark Shadows”, com estréia marcada para 11 de maio nos EUA. Na trama, ela interpreta Angelique Bouchard, uma bruxa levada por sua relação de amor e ódio por Barbanas Collins (Johnny Depp). A produção ainda conta com Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Jackie Earle Haley, Bella Heathcote e a recém ninfeta-estrela Chloe Moretz.
O longa-metragem é inspirado na soup opera gótica de mesmo nome, que teve 1.225 episódios exibidos entre 1966 e 1971 nos EUA. A novela apresentava aos telespectadores histórias macabras de vampiros, bruxas, fantasmas e zumbis, em torno da velha mansão da família Collins.


release de imprensa original da época


Sinopse de “Dark Shadows” de Tim Burton: 
No ano de 1752, Josué e Naomi Collins, como Barnabé filho, zarpou de Liverpool, Inglaterra, para começar uma nova vida na América. Mas mesmo um oceano não foi suficiente para escapar da misteriosa maldição que atormenta sua família. Duas décadas passam e Barnabas (Johnny Depp) tem o mundo aos seus pés, ou pelo menos a cidade de Collinsport, Maine. O mestre de Collinwood Manor, Barnabas é rico, poderoso e um playboy inveterado ... até que ele faz o grave erro de machucar o coração de Angelique Brouchard (Eva Green). Uma bruxa, em todos os sentidos da palavra, Angelique condena-o a um destino pior que a morte: transformá-lo em um vampiro, e depois enterrá-lo vivo.Dois séculos depois, Barnabas é inadvertidamente libertado de seu túmulo e emerge para o mundo que mudou muito de 1972. Ele retorna ao Collinwood Manor ao descobrir que sua propriedade outrora grandiosa caiu em ruína. A Matriarca da família é Elizabeth Collins Stoddard (Michelle Pfeiffer), que apela para a psiquiatra Dra. Julia Hoffman (Helena Bonham Carter), para ajudar com os problemas de sua família.Também residente no solar o irmão de Elizabeth, Roger Collins (Jonny Lee Miller), sua rebelde filha adolescente, Carolyn Stoddard (Chloe Moretz), e filho o de Roger, de 10 anos de idade precoce, David Collins (Gulliver McGrath). O mistério se estende para além da família, para zelador Willie Loomis, interpretado por Jackie Earle Haley, e de Davi nova babá, Victoria Winters, interpretada por Bella Heathcote.

Mas não espere por um filme de terror obscuro. A Warner Bros. avisa que a censura é de 12 anos, que não vai ter nada de sangue exagerado e que Burton está fazendo jus ao clima do seriado de mesmo nome, criado nos anos 60, que inspirou o filme. Trata-se de uma comédia de humor negro sombria e muito engraçada. 


A atriz ainda participou dos testes para viver Tessa Quayle, no filme “O Jardineiro Fiel” (2005), do brasileiro Fernando Meirelles. O papel acabou ficando para Rachel Weisz, que ganhou o Oscar de Atriz Coadjuvante pelo personagem.

Na TV Eva Green interpretou a bruxa Morgana da série “Camelot” (2011). O roteiro da série foi escrito por Chris Chibnail (que já trabalhou na séries “Doctor Who” e “Law & Order: UK”) e se baseia no livro “Le Morte D’Arthur”, de Thomas Malory, considerado um dos maiores conhecedores sobre as lendas dos Cavaleiros da Távola Redonda. Morgan O’Sullivan e Michael Hirst, de “The Tudors”, foram os produtores executivos. A história começa com a morte do Rei Uther, o que leva a Grã-Bretanha para um estado de caos. Tudo piora quando as visões de Merlin mostram um futuro preocupante para o país e ele consegue fazer com que Arthur assuma o trono. Arthur é o filho ilegítimo do Rei e desconhecido dos súditos, que foi criado como plebeu. Morgana, a meia-irmã de Arthur, não aceita esta decisão e quer roubar o trono de Arthur, para isso ele convoca a ajuda das forças sobrenaturais.Arthur percebe que está em um ambiente completamente desconhecido e cercado por pessoas em quem não pode confiar, enquanto é confrontado por decisões morais e a difícil tarefa de reunir um reino divido pela guerra e pelo sentimento de decepção. Ele se apoia no seu grande amor Guinevere. Apesar do grande elenco, a serié foi cancelada em 2011 antes do final da primeira temporada.
 A bela morena é bastante requisitada, não somente pelas produções cinematográficas, mas também pelo mercado publicitário de moda e beleza, tendo feito campanhas para Armani, Christian Dior e Lancôme.



 


 

 

 

 

 

 

 

Um pouco mais de Eva Green:

 











 

 

 Texto e pesquisa: Gisele Ferran

@Gi_de_Gisele 

 


 

4 comentários:

  1. Moça deveras gostosa... Pena que os filmes em que ela atua sejam verdadeiras bombas positrônicas de tanta ruindade.
    Esse tal de dark shadows,dirigido pelo mala Tim Burton e protagonizado pelo não menos mala Johnny Depp (ator fetiche do Burton) deve ser mais uma daquelas patuscadas com clima "mamãe sou gótico". Só vou assistir porque essa afável dama estará nesse elenco.

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  2. Eva é uma deusa!belissima,gata e gostosa!tem olhos radiantes e seios deliciosos e exala uma sexualidade natural que incendeia os personagens que interpreta no cinema!adorei o teu Blog!tenha vida longa e muito sucesso!Marcos Punch.

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  3. Essa Eva Green a cada ano que passa esta cada vez mais bonita em seu ultimo filme que eu assisti ela esta deslumbrante o seu rosto neste filme foi realçado pela bela fotografia em Preto & Branco, o nome do filme no qual eu estou falando é " Sin City - A Dama Fatal" , Eva Green é igual á vinho engarrafado quanto mais o tempo passa,mas saboroso fica,valeu pelo o texto e pesquisa Gisele Ferran, um abraço de Spektro 72.

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