segunda-feira, 12 de março de 2012

Milo Manara e o Clic do Prazer!




Clic foi a obra que deu fama e reconhecimento internacional ao mestre do erotismo, Milo Manara nos anos 80. Nascido em 13 de setembro de 1945, em Luson, Itália, Manara (redução do nome original de Maurilio Manara) é hoje um dos mais importantes desenhistas do mundo. Muitos de seus quadrinhos contêm temas como bondage, sadismo e voyeurismo, acontecimentos sobrenaturais e a tensão sexual sob diversos aspectos da sociedade italiana. As suas histórias contam com mulheres elegantes, bonitas, com semblante angelical, envolvidas em um universo erótico improvável e fantástico. Sempre com uma pitada de sexualidade e uma fixação por nádegas firmes, quadris largos e seios grandes.
A Coleção Clic (título original "II Gioco" (o brinquedo) 1983) reúne os quatro volumes da série em quadrinhos mais aclamadas de Milo Manara. Por meio de Claudia Christiani ele fala da hipocrisia e do cinismo reinante na alta sociedade. Dama pura e casta, ela cai na armadilha do admirador secreto, o Dr. Fez (amigo de seu marido) que inventa uma máquina através da qual ele consegue despertar a libido da moça reprimida.
Em Clic há de tudo: orgias, fetichismo, zoofilia, exibicionismo, voyeurismo,  sadismo, masoquismo e muito, mas muito prazer anal. 
Claudia passa torturantes páginas lutando consigo mesma para manter sua boa imagem de dama da alta sociedade, enquanto o perverso Dr. Fez a segue, ligando a máquina em lugares mais inadequados e impróprios. Como, por exemplo, no provador de uma loja de roupas com o vendedor. Na presença de padres. Em banheiros públicos onde Claudia transa com estranhos.  No cinema, onde Claudia é arrombada por trás por um desconhecido perante o olhar atônito do seu marido Aleardo (cuckolding). Nessa passagem o safado Dr. Fez teve que colocar ao máximo a potência do seu malvado aparelho para a penetração deixar de doer, pois Claudia ainda tinha pouca experiencia em sexo anal.
Com o passar dos episódios Claudia vai se aprimorando na deliciosa arte do sexo anal e se torna adepta ao fisting, pratica onde é possível penetrar todo antebraço no cu. No fim do segundo episódio, ela está no terraço de um prédio, com seu parceiro de fisting e diz entre gemidos enquanto ele a penetra com o braço: “Eu acho que o seu caminho leva à santidade, porque eu também já começo a me sentir santa”.
Em uma outra passagem, no terceiro episódio, Claudia se satisfaz com o caule de um buquê de flores, metendo-o no cu na presença de um padre e um grupo de freiras. 
Claudia na verdade é um furacão na cama que se faz de santa para a sociedade. O apaixonado Dr. Fez sabe disso e sente raiva dela por essa razão. Então ele usa a máquina, como forma de vingança, para expor Claudia. O Dr. Fez nunca usa o aparelhinho para comer a moça porque, para ele, a vingança é muito mais excitante do que possuí-la.
Mas no decorrer das histórias há varias dicas de que a maquininha na verdade é uma fraude,  não aumenta a libido. Claudia sempre foi fogosa, só precisou da ajuda psicológica da máquina, como desculpa, para eliminar seus bloqueios e liberar suas taras. E por fim a percebemos como ela realmente é: uma ninfomaníaca gostosa e atrevida.


Em 1985 foi realizado um filme, com adaptação da história por Adam Moos dirigido por Jean-Louis Richard e Steve Barnett. Estrelado pela estonteante Florence Guérin, fazendo caras e bocas e se despindo a cada clique da caixinha mágica, e o conhecido ator e músico Jean-Pierre Kalfon, interpretando o Dr. Fez.( Kalfon trabalhou com quase todos os grandes diretores franceses como Godard,François Truffaut,Claude Lelouch, Chabrol, e chegou a fazer um filme no Brasil: "O Homem das Estrelas" (1970) uma co-produção com a França).
"Click - A Máquina do Amor" (Le Déclic) passou em um circuito muito pequeno de cinemas no Brasil, e logo foi lançado pela mesma distribuidora (F.J.Lucas) em VHS. Apesar do filme ser muito fraco (principalmente no que diz respeito a putaria que poderia ter sido muito mais explícita se mantendo, assim, fiel a HQ), Milo Manara autorizou e gostou muito da adaptação, inclusive desenhou os créditos de abertura do filme e o belo cartaz original.


Cartaz do filme desenhado por Milo Manara






acima: Florence Guerin vivendo Claudia...



   ...veja a máquina em ação!...


                                                                                                      Texto e Pesquisa : Gisele Ferran




Um comentário:

  1. Tem umas adaptações americanas com a lindeza da Sarah. St. James, como Jack Lidell, que apesar da beleza das mulheres conseguem passar apenas como um filme bem medíocre do Cine Privê... RIP.

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