quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tanya's Island - Um Amor de Macaco!







Uma maravilhosa modelo chamada Tanya (D.D. Winters/Vanity), volta para a casa que divide com seu namorado, um pintor surrealista chamado Lobo (Richard Sargent), somente para ouvir dele que o relacionamento acabou. Desconsolada ela mergulha em uma fantasia, onde se vê em uma ilha paradisíaca...a mercê de um enorme símio, tipo “elo-perdido”( Don McCloud) muito parecido com uma figura de um quadro pintado por Lobo. O que poderia ser o começo de uma história de horror se transforma aos poucos em mais uma versão adulta & atualizada do antigo conto “A Bela E A Fera”. Driblando as dificuldades de um orçamento modesto, de uma pequena produtora canadense, o diretor Alfred Sole (1943) conduziu com brilhantismo a fantasia erótica “TANYA’S ISLAND” (1982).
Rodado em Porto Rico, o filme trazia como principal atrativo, a presença da estonteante modelo internacional Vanity (nascida Denise Katrina Matthews em 1959) utilizando o seu pseudônimo cinematográfico D.D. Winters. Escrito e produzido por Pierre Brousseau, o filme contava ainda com uma das criaturas fantásticas mais realistas produzidas até então: Blue, a besta de olhos azuis, que tenta roubar Tanya de seu companheiro, que pouco a pouco torna-se também um selvagem. Desenhado pelo mestre Rick Baker, o monstro foi construído por Rob Bottin e seu jovem assistente Steve Johnson, todos maquiadores de primeira linha. O diretor Alfred Sole, um técnico muito requisitado na área de desenho de produção, estreou no cinema com o pornô “Deep Sleep”(1972) com Harold Reemes. Sua consagração veio em 1976 com o horror anti-católico “Communion”( ou “Alice, Sweet  Alice”/ “Comunhão”) com a jovem Brooke Shields em seu primeiro papel.
A fábula sexual é clara, quando se vê que a besta é amorosa e seu namorado violento. O lirismo dá lugar ao pesadelo, e no final descobrimos o ponto onde a realidade termina...e a fantasia toma conta! “Tanya’s Island” pode ser visto como um exótico e belo filme soft-erótico, ou como um estudo da sexualidade e psicologia dos relacionamentos, mas o que realmente fica na memória são suas belas paisagens, a beleza exuberante de Vanity nua e Blue...um babuíno monstruoso e carinhoso, na mais pura tradição do velho King Kong ( no filme existe uma citação com cenas de “Mighty Joe Young” de 1949).




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Demonia - A Origem


DEMONIA( ou Daemonia)...personagem-símbolo do She Demons Zine...criada em 1996 por Coffin Souza & Rogério Baldino. Aqui, a história com a origem da personagem, com desenhos de Rogério Baldino & Carlos Fernando Ferreira, publicada no número 3 do fanzine. A história foi escrita em inglês como um agrado aos muitos "leitores" do zine fora do Brasil ( EUA, Inglaterra, Japão, Bélgica, Suécia, Turquia,Portugal, Espanha, Argentina, etc).




































































 





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lina Romay: Uma vida dedicada a Jesus!



Lina Romay (Rosa Maria Almirall Martínez) Espanha 25 de junho de 1954 - 15 de fevereiro de 2012

Sua união profissional e sentimental com Jesus Franco lhe assegurou um lugar entre as atrizes mais cults e prolíficas da história... horror/policial/erótico/W.I.P./pornô/suspense/aventura/comédia/etc...

Com peruca loira assinava Lulu Laverne, quando ruiva era Candy Coster.

Frase famosa: "Yo sólo me visto si lo exige el guión."










Pamela Green : Furacão Artístico



A grande parte das Screm Queens celebradas e lembradas por fãs, revistas, livros e sites, possui uma carreira prolífica, com diversas participações em filmes de gênero. Uma grande exceção é o furacão ruivo inglês chamado PAMELA GREEN. Nascida Phyllis Pamela Green em Março de 1929 na Inglaterra, a bela loira estudou arte e pintura durante 7 anos, incluindo 4 anos na prestigiada St.Martin’s School of Art em Londres, onde estudou desenho de moda. Em 1948 aproveitando seus dotes físicos generosos começou sua carreira como modelo para pagar seus estudos. 

Depois de uma turnê como parte da Russian Ballet School, Pamela passou também a dançar no London Casino e no aclamado Foliès Bergere londrino. A oportunidade de trabalhar tanto na frente quanto atrás das câmeras apareceu quando o fotógrafo George H. Marks a convidou para serem sócios e criarem uma revista de nus artísticos. Nasceu assim a celebrada “Kamera”, um sucesso editorial, com disputadas edições mensais aonde Pamela, além de ser a pin-up principal, também era fotógrafa auxiliar e descobria e treinava novas modelos.

  O diretor inglês Michael Powell (1905-1990), premiado na Europa e indicado ao Oscar, ficou fascinado com várias fotos de Rita Landré (pseudônimo de Pamela, quando posava com cabelos ruivos como se fosse uma modelo francesa) no “sótão”, um dos cenários montados no estúdio da revista. Ele a contratou para um pequeno, mas marcante papel no seu polêmico filme “Peeping Tom” (“A Tortura do Medo”, 1960). Na história deste hoje clássico de terror, o auxiliar de fotografia Mark Lewis (Carl Boehm) é obcecado pelos efeitos do medo, e realiza um documentário onde procura registrar o rosto de mulheres genuinamente aterrorizadas. O que nem mesmo sua namorada (Anna Massey) sabe é a sua técnica especial para captar estas imagens: uma afiada lâmina retrátil, escondida em uma das pernas do tripé de sua câmera de 16mm, que ele usa para ameaçar e assassinar belas prostitutas. Um psycho-killer-vouyer, atormentado por experiências aterrorizantes que fora submetido por seu próprio pai, quando criança. Pamela Green faz o papel de Milly, uma das vítimas do psicopata, e Powell mandou reconstruir em estúdio, a mesma ambientação do “sótão” para as cenas com ela. Quase tudo que é visto em sua cena em “Peeping Tom”, é recriação do que ela e George Marks haviam feito na revista, calendários e cartões postais (hoje em dia valiosas peças de colecionadores). Lançado no mesmo ano de “Psycho” (Psicose) de Alfred Hitchcock, outro clássico estudo cinematográfico de uma mente doentia, o filme de Powell teve uma trajetória atribulada, sendo considerado na época como “doentio” e “pornográfico”, foi proibido em muitos lugares, ou lançado com inúmeros cortes. A polêmica levou o filme a um fracasso e praticamente destruiu a carreira do diretor.






 

Pamela e seu sócio (e namorado) já realizavam pequenos filmes nudies em 8mm, e resolveram então arriscar com um longa metragem, produzindo “Naked As Nature Intended” (1961), que foi lançado em um pequeno cinema londrino. E dois anos mais tarde, em 1963, foi lançado também no Japão. Nos anos 80, cópias do filme atravessaram o Atlântico e ele foi lançado em VHS nos Estados Unidos, tornando-se um sucesso de público e crítica. O mesmo aconteceu com o clássico “Tortura do Medo”, que só seria restaurado, relançado e redescoberto graças ao diretor Martin Scorsese, fã do filme que se esforçou em divulgar e elogiar a obra maldita, programando uma exibição no New York Film Festival em 1979. 

Poster japonês de Naked As Nature Intended

Participação de Pamela Green em The Day the Earth Caught Fire
Depois da decepção com seu longa, Pamela dissolveu sua empresa e passou a trabalhar na parte técnica de vários filmes, como fotógrafa de stills, equipe de eletricidade e auxiliar de câmera. Ela também desenvolveu um curso para ensinar jovens atrizes os macetes de maquiagem, vestuário e comportamento diante das câmeras. Ela ainda faria participações em alguns filmes como “The Day the Earth Caught Fire” (O Dia em que a Terra Incendiou, 1962), ficção científica de Val Guest ou “Legend f the Werewolf” (1974) de Freddie Francis com Peter Cushing.

Casada por mais de 30 anos com o fotógrafo Doug Webb, publicou um livro com fotos suas tiradas por ele e outras que realizava sozinha com uma câmera especial que projetou com um espelho adaptado. Nos anos 90 , Green reeditou uma série de cartões postais seus da época da “Kamera” e participou de diversos documentários para a TV, mantendo uma legião fã-clubes ao redor do mundo. Pamela Green faleceu em 7 de Maio de 2010, após uma longa batalha contra a leucemia, deixando o exemplo de uma mulher linda, loira, liberal e muito inteligente...um verdadeiro furacão artístico.



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