quarta-feira, 24 de abril de 2013

Brigitte Lahaie: Uma Deusa Erótica do Terror


Nascida Brigade Van Meerhaegue, no interior da França em Outubro de 1955, a bela e jovem Brigitte começou sua carreira  no cinema em um pequeno papel na aventura com toques eróticos "Frissons Africans" (1970), com apenas 15 anos, utilizando o nome de Brigitte Deslages. Passou a atuar em filmes de sexo explícito em 1976, apenas um ano depois da legalização da pornografia no país. Logo se transformaria na estrela número Um do erotismo francês, graças a sua beleza, performance e talento.


















Seu primeiro pornô foi o delicado e imaginativo "Je Suis Une Belle Salope" (1977) de Gérard Vernier, onde vive Marienne, uma secretária reprimida que fantasia fazer sexo com todos os homens que conhece, mas na vida real continua intocada.
No mesmo ano, entre a dezena de filmes pornôs em que participou, estavam também "Vibrations Sexuales" de Jean Rollin (assinando como Michel Gentil), sua primeira parceria com o diretor, onde fazia o papel de uma psiquiatra que ajuda um jovem a reencontrar o sentido da vida e o prazer pelo sexo e "Parties Fines" (Education of the Baroness, 1977) de Gárard Kikoïne, onde assinando como B.Lahaye, vivia uma baronesa pervertida.




"Je Suis à Prende" (1978) de François Leroi, é um de seus melhores filmes eróticos. Brigitte vive Helene, uma jovem recém casada e inexperiente em sexo. Guiados pelo seu esposo, os empregados de sua mansão a iniciam nos prazeres e modalidades do sexo, ajudados por um afrodisíaco colocado em seu leite matinal. 



Ela chega a fazer sexo a 4, com sua empregada, o velho mordomo e o cavalariço (incluindo dupla-penetração), até ser apresentada a sociedade local em uma orgia.




Bastante sucesso nas bilheterias francesas foi "La Clinique des Fantasmes" (1978) de Gérard Kikoïne, sobre as aventuras de um ginecologista bêbado e tarado com suas belas clientes.
















Brigitte Lahaie esteve no Nazisploitation de sexo explícito "Bordel SS" (1978) de José Bénazéraf, onde as garotas que distarem os oficiais nazistas em um bordel de luxo, são na verdade parte da resistência francesa e preparam uma armadilha para eles.























Pelas mãos de Jean Rollin, Brigitte entrou para o cinema mainstream com "Les Raisins de la Mort" (1978), divulgado como o primeiro filme gore francês (apesar de "Les Yeux Sans Visage" de 1959 de Georges Franju ter sido um dos primeiros filmes do gênero no mundo). Em meio a uma praga de mortos-vivos ocasionada pela contaminação de parreirais no interior da França, surge a personagem de uma louca conhecida apenas como "A Grande Mulher Loira" (Brigitte Lahaie), vivendo em umas ruínas em companhia de dois enormes cães (á la Barbara Steele em "La Maschera del Demonio, 1960).
 Segundo contou o diretor em entrevistas, nas suas cenas de nudez, a bela atriz não conseguia dizer suas falas por conta do frio na região durante as filmagens.






 Em "Fascination" (1979) Jean Rollin lhe deu um personagem maior e de destaque. Eva (Brigitte) vive em uma mansão em companhia de sua amante Elizabeth (Franca Mai) e atraí para lá homens que são mortos para que seu sangue sirva de alimento e remédio para a cura da anemia de um grupo secreto de mulheres ricas. A cena da morte se sua personagem (ferida ela é sangrada/devorada pelas outras mulheres) é particularmente intensa. Brigitte fala em uma entrevista para a revista Fangoria # 149 :
"Fascination é um dos melhores filmes que eu fiz; ele tem realmente uma bela história. O produtor queria um filme softcore com muitas cenas de sexo, mas Jean não estava interessado em fazer assim, então um dia o produtor veio até o set e houve muita confusão."







Ela foi a atriz principal em um filme atípico de Jean Rollin: "La Nuit des Traquées" (1980). Uma história romântica sobre um homem que se apaixona por uma mulher que fugiu de uma clínica de segurança aonde estão internadas as vítimas de um estranho acidente ambiental. Com um orçamento muito apertado e trocando suas tradicionais locações Góticas pelo cenário de um moderno edifício, Rollin não se saiu muito bem nesta mistura de terror e ficção científica, com muito diálogo e pouco gore e sexo.




Mas Brigitte no papel da doente e desmemoriada Elysabeth, provou mais uma vez que era uma boa atriz dramática e
então, no auge de sua popularidade, ela decidiu pôr um fim à sua carreira de Porno-atriz e aparecer em filmes mais tradicionais, como  "I...Comme Icare" ( Eu Como Ícaro, de 1980, com Yves Montand), no qual ela interpretou uma stripper; "Pour la Peau d'un Flic" (Na Pele de um Tira,1981, de e com Alain Delon), no papel de uma enfermeira e em "Diva" (Diva-Paixão Perigosa, 1981) de Jean-Jaques Beineix. No entanto, ela ainda apareceria em "Les Petites Écoliérs" (1980) de Fréderic Lansac (Claude Mulot), seu último pornô, na pele de Madame, a diretora de uma escola para moças bem sacanas. Ela também esteve no último filme dirigido por Claude Mulot "Le Couteau Soun la Gorge" (1986), um suspense estrelado pela também maravilhosa Florence Guérin (Le Déclic, 1985).



Ela continuou a aparecer em filmes eróticos softcore, como a comédia Nazisploitation "Le Diable Rose"(1987), e no mesmo ano estava em "Dark Mission-Operación Cocaina"    de Jesus Franco. Brigitte já havia trabalhado com o diretor espanhol em "Je Brule de Partout" (1978) um filme erótico filmado as pressas em 6 dias em locações em Portugal. Agora era um filme de ação sobre um agente da CIA (Christopher Mitchum) na caça a um perigoso e maníaco traficante peruano (Christopher Lee) .















 Já em "Les Prédateus de la Nuit" (Faceless) de Jesus Franco, Brigitte teve um papel de maior destaque, graças ao seu amigo produtor René Chateau. Ela é a femme fatale Nathalie, dedicada e sádica ajudante do maluco Dr.Frank Flamand (Helmut Berger), que é obcecado em restaurar o rosto deformado de sua irmã ás custas da vida de belas jovens. Uma revisão dos clássicos "Les Yeux Sans Visage" e de "Gritos en la Noche" (1961) do próprio Franco, com muitos efeitos gore e elenco estelar com participações de Telly Savalas, Anton Diffring, Chistopher Mitchum e Caroline Munro; além de pontas de Howard Vernon e Lina Romay.









Depois de uma breve ponta como uma prostituta em "Henry & June" (Henry e June-Delírios Eróticos, 1990) de Philip Kaufman, ela se afastou um tempo do cinema, retornando apenas em 1997 para uma ponta  como uma das vítimas de duas irmã vampiras em "Les Deux Orphelines Vampires" de seu velho amigo Jean Rollin.




Brigitte Lahaie fez outra ponta em "La Fiancée de Dracula" (2002) de Rollin e ganhou uma participação especial no aclamado filme de terror psicológico belga "Calvaire" (Calvário,2004) de Fabrice Du Welz.


                                     La Fiancée de Dracula




Em 1987 ela publicou sua autobiografia intitulada "Moi, la Scandaleuse" e depois alguns livros de ficção.






Atualmente ela tem o programa diário "L'Amour Et Vous" na rádio francesa RMC (Radio Monte Carlo), apresenta em programa de entrevistas em um canal a cabo x-rated francês e publica artigos e dá conselhos sobre sexo em seu site:
http://www.brigittelahaie.fr/













                                                           by Coffin Souza


Um comentário:

  1. Amei a matéria, bem completa, ela é uma de minhas musas preferidas!A mais linda e mais versátil!
    Ela ainda está maravilhosa, mesmo sendo uma senhora!

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