quarta-feira, 5 de junho de 2013

Traci Lords : Um Furacão Sensual


Um dos maiores fenômenos e escândalos da indústria pornográfica dos anos 80, nasceu em Maio de 1968 na pequena cidade de Steubenville, Ohio (USA) e se chamava Nora Louise Kusma. Seu pai era um alcoólatra violento e sua mãe decidiu abandona-lo e levou Nora e suas três irmãs para a ensolarada e sedutora California. Desde os 10 anos ela começou a desenvolver um apetitoso corpinho com fartos seios, traseiro perfeito e um belo rosto onde se destacavam seus lábios carnudos. Ao entrar para a Lincoln Elemental School, ela confessou mais tarde, só tinha um pensamento:Garotos! 


Assim, aos 14 anos ela estava grávida e ao considerar quem seria o futuro pai, resolveu abortar e fugir de casa. Vivendo com um homem bem mais velho e envolvida com drogas (cocaína e Speed), acabou em uma agência de modelos para conseguir alguns dólares. Logo estava fazendo fotos nuas para revistas como Velvet e Penthouse. Nesta época, utilizando a certidão de nascimento da irmã de um amigo e uma carteira de motorista falsa, ela forjou seu nome artístico, TRACI LORDS e uma persona totalmente fictícia. Ela teria 22 anos, estudado na prestigiada U.C.L.A. e trabalhado como modelo em New York, além de ter se mantido virgem até os 19 anos!
















Em 1984 Traci entrou no ramo dos filmes XXX com "What Get's Me Hot" de Richar Mailer (assinando como fazia as vezes como Tracy Lords), contracenando com Tom Byron, seu parceiro mais frequente e namorado na época.



 Ela rapidamente se tornou uma das performances mais populares do gênero e estaria em "Breaking It...A Story About Virgins" (Garotas da Califórnia, 1984) com Jamie Gillis, John Leslie, Paul Thomas e Peter North; "Bad Girls 3" (1984); "Lust in the Fast Lane" (1984); "Those Young Girls" (Essas Jovens Mulheres, 1984) de Miles Kidder contracenando pela primeira vez com Ginger Lynn, maior estrela da época (que ela logo ofuscaria)...



... "Talk Dirty To Me III" (1984) de Ned Morehead, onde ela vivia uma sereia taradinha que conseguia perder sua metade peixe para transar com John Leslie e Tom Byron e "Sister Dearest" (Minha Doce Irmãzinha, 1984) de Jonatahn Ross onde é a irmã de Tom Byron e o leva ao incesto.



Então veio sua consagração definitiva com a performance como uma diabinha com um chicote, no clássico "New Wave Hookers" (Geração New Wave!...Sexo New Wave! 1985) de Gregory Dark. Os Dark Brothers (os "irmãos" Gregory e Walter Dark ) revolucionaram os filmes pornôs com uma dose extra de putaria generalizada, e atitude "punk" e debochada. Traci apareceria novamente em um filme dos Dark Bros. "Black Throat" (1985), inédito no Brasil, e pelo que dizem lá fora em uma das suas melhores performances!




Com seu corpão, seios perfeitos e generosos e talento especial para o sexo oral (sem falar em seus gemidos de menininha!), Traci se tornou uma verdadeira musa pornográfica. Ela só não fazia sexo anal (em frente as câmera, dizem...). Ficou famosa sua cena com dupla penetração vaginal em "The Grafenberg Spot" (1985) dos Mitchell Brothers (Artie e Jim Mitchell, descobridores de outra deusa pornô, Marilyn Chambers). Mas, como foi revelado mais tarde, sua colega Ginger Lynn havia atuado como dublê de corpo na cena.




                                                                           Giger Lynn

Aproveitando o dinheiro ganho, Traci fundou sua própria companhia produtora, a TLC (Traci Lords Company) e rodou "Traci, I Love You" (1987), um grande sucesso.
Tudo estava as "mil maravilhas" (apesar de Traci estar cada vez mais envolvida com drogas e bebidas), quando estourou a Grande Bomba: O FBI descobriu que ela era menor de idade quando rodou mais de uma centena de filmes e vídeos XXX !!!!! Um furacão de escândalos e processos, suas fitas foram recolhidas das locadoras e lojas e queimadas. Todos os produtores e diretores que trabalharam com a ninfeta foram processados e alguns presos. Os "Dark Brothers" faliram e só voltaram a se recuperar quatro anos mais tarde. O escritório da produtora de Traci foi invadido pela polícia e ela foi levada de casa semi-nua...Os filmes que voltaram posteriormente ao mercado tinham suas cenas cortadas e até a capa/cartaz de "New Wave Hookers" foi alterado, seu nome removido e sua foto substituída por uma de Ginger Lynn.



Traci sumiu do mapa por um tempo e ressurgiu em comportadas aulas de ginástica em vídeo e em participações em diversas séries da TV americana. Seu único filme pornô liberado foi "Traci, I Love You", que foi rodado depois dela completar 18 anos...



O mestre dos filmes "B", Roger Corman, a escalou para seu primeiro trabalho no mercado "sério" : "Not Of This Earth" (O Vampiro das Estrelas, 1988) de Jim Winorsky. Refilmagem de um misto de ficção científica e terror de 1957 dirigido pelo próprio Corman. Taci faz a enfermeira Nadine (papel que foi originalmente de Beverly Garland) e aparece nua em cena pela última vez em sua carreira.





Seu grande momento no cinema mainstream aconteceu com "Cry-Baby" (1990) de John Waters, com Johnny Depp, Iggy Pop e Amy Locrane ( e participações especiais de Troy Donahue, Joe Dallesandro, Patty Hearst e Mink Stole). Comédia musical em ritmo de rock'roll . Traci faz o papel da "garota-barra-pesada" Wanda, e não tira a roupa. Iggy Pop não canta, mas o filme é uma deliciosa e inocente homenagem aos filmes dos anos 50, com o tempero mais debochado, típico de Waters.



Mas o caminho no cinema "B" já estava aberto e a apetitosa Traci, logo foi vista em "Shock'em Dead" (Magia Negra do Rock, 1990) de Mark Freed, um fausto trash e "Raw Nerve" (Nervos à Flor da Pele, 1990) de David A. Prior, um suspense furreca com Glenn Ford, Sandahl Bergman e Traci Lords como a namorada do policial vivido pelo galã decadente Jean-Michel Vincent.



Em 1992, Traci iniciou sua carreira como vocalista e a balada "Love Never Dies", interpretada por ela, está na trilha sonora de "Pet Sematary II" (O Cemitério Maldito 2, 1992) de Mary Lambert. "Laser Moon" (1992) de Douglas K. Grimm, é um policial de suspense com Traci Lords como uma novata policial a procura de um serial killer que mata com um laser cirúrgico. Em "Skinner" (Skinner - O Mutilador, 1993) de Ivan Nagy, Traci vive a junkie Heidi, que é desfigurada pelo psicopata vivido por Ted Raimi e que volta para se vingar. Ela aparece de lingerie e revela seu corpo desfigurado pela maquiagem especial dos estúdios KNB.



Ela fez uma ponta em outra comédia ácida de John Waters, "Serial Mom" (Mamãe é de Morte, 1994), como a namorada de uma das vítimas da mãezona assassina vivida por Kathleen Turner. Fez também o papel de uma cientista na ficção/terror "Plughead Rewired: Circuitry Man II" (Circuitry Man II - A Volta de Plughead" (1994) de Steve e Robert Lowy.


Traci Lords fez uma participação especial no Thriller de ficção científica "Virtuosity" (Assassino Virtual, 1995) de Brett Leonard. Na história de um ex-policial (Denzel Washington) perseguindo um criminoso gerado por computador, ela aparece em um nightclub cantando a música "Fallen Angel", de sua autoria e dedicada à memória de Kurt Cobain.



Em "Blade" (Blade, O Caçador de Vampiros, 1998) de Stephen Norrington, com Wesley Snipes, Traci viveu a vampira Raquel, e em "Epicenter" (Devastação em Los Angeles, 2000) de Richard Pepin esteve ao lado dos "astros B" Jeff Fahey e Gary Daniels, como a agente Foster, envolvida com bandidos durante um grande terremoto...



                                                              Traci como uma vampirinha desafiando Blade

Traci foi Chamaleon, no filme de ação/ficção/kung-fu "Black Mask 2: City of Masks" (Máscara Negra 2, 2002) de Tsui Hark, com Andy On. Ao lado de Antonio Sábato Jr., Traci participou da adaptação vagabunda (mas divertida) da obra de Edgar Rice Burroughs "Princess of Mars" (2008) de Mark Atkins da produtora trash Asylum; vivendo a personagem título.

















A ainda muito bela Traci continua sua carreira no cinema de gênero e está entre o elenco principal do recente Thriller de horror "Devil May Call" (2013) de Jason Cuadrado.
O furacão que abalou a indústria pornô é agora uma suave e cultuada brisa...







                                                                                                                       by Coffin Souza

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