quarta-feira, 10 de julho de 2013

Roberta Findlay: A Maldição de Seus Filmes (Segunda parte)


Logo após deixar Michael Findlay para morar com um antigo amante, Roberta começou a trabalhar como câmera e diretora de fotografia em filmes de outros produtores. Sua experiência com o cinema erótico, permitiu sua entrada no florescente mercado de filmes de sexo explícito, onde ela podia escrever, dirigir e fotografar a sua maneira. Seu primeiro filme foi o pornô-fantástico "Angel Number 9" (1974) com Jamie Gillis, sobre um machista que morre e volta reencarnado no corpo de uma mulher. Seguiram-se "Slip Up" (1975); "Dear Pam" (1976); "Sweet, Sweet Freedom" (1976); "Fantasex" (1976), "Raw Footage" (1977) e...


                                                                             
                                                                             Slip Up

..."A Woman's Torment" (1977), onde Roberta voltou aos seus tempos de Kinkie, ao mostrar as alucinações de uma jovem mentalmente perturbada (Tara Chung) e que envolvem assassinatos e lesbianismo...




Roberta dirigiu ícones do cinema pornô, em filmes como "Mystique" (1979) com Randy West, Georgina Spelvin, Samantha Fox e Ron Jeremy, além de continuar fazendo câmera e fotografia para outros diretores do gênero, como no famoso "Babylon Pink" (1979) de Henri Pachard com Vanessa Del Rio, Georgina Spelvin, Samantha Fox e Eric Edwards.






Duas cenas de Babylon Pink, fotografado por Roberta Findlay, na segunda: Georgina Spelvin em ação!

Na maior parte destes trabalhos, Roberta assinava com os pseudônimos de Robert Norman ou Anna Riva (este, já utilizado diversas vezes na época de atriz nos filmes com Michael Findlay).
Seu último filme pornô foi "Liquid A$$ets" (1984), uma comédia sobre picaretagens e sacanagens durante uma grande produção teatral, com o sempre presente Ron Jeremy e mais Veronica Hart, Tiffany Clark e Samantha Fox.



Mudando ao sabor do vento como diz, Roberta Findlay passou a dirigir filmes mais "sérios"...bom, nem tanto!
Seu primeiro esforço foi "Tenement" (Jogo da Sobrevivência, 1985), a história de uma gang de viciados que estupra e mata os moradores de um cortiço no Bronx e que recebe o troco na mesma moeda. Com sua experiência acumulada com cenas de sexo pesado e violência, Roberta recheia a aventura com estupros brutais, castração, morte de animais domésticos e gargantas cortadas, o que levou seu primeiro filme "sério" receber uma classificação "X" do infame MPAA! Apesar da precariedade da produção, Roberta se sai bem com esta aventura violenta, lançada em vídeo com "Game Survival".




Com "The Oracle" (Vingança Macabra, 1985), Roberta entrou no ramo dos filmes de terror, bastante populares nos anos 80. A história gira em torno de um casal que se muda para um apartamento em um antigo prédio e é assombrado pelos espíritos das vítimas de um assassino. Apesar de alguns bons momentos de Gore, o filme é bem ruim, principalmente por seu fraco roteiro.





"Blood Sisters" (Irmãs de Sangue, 1987) é o drama de um grupo de garotas que precisa passar uma noite em uma casa assombrada que fora um antigo bordel. Elas são assombradas por falsos fantasmas, mas assassinadas por um maníaco verdadeiro. Tédio total...



Com "Lurkers" (também conhecido como "Home, Sweet Home", 1988) Roberta se afunda mais ainda em um filme tranqueira e sem nenhum susto, sobre  Cathy (Christine Moore), uma garota problemática que enxerga uns fantasmas deformados chamados Lurkers. Diferente dos seus tempos com Michael, Roberta não consegue driblar a falta de orçamento e roteiro, e realiza um filme vagabundo e chato! Ela se desculpou em um comentário na edição do filme em DVD, afirmando que além da pequena verba, teve um apenas poucos dias para filmar, cumprindo um cronograma da produtora. Destaque apenas para as maquiagens dos fantasmas, feitas por Ed French (o mestre em efeitos de maquiagens baratos!), e que lembram pessoas deformadas com Acromegalia...



Sua última tentativa foi "Prime Evil" ( Demônio, o Rei das Trevas,1989) com uma seita de adoradores de diabo em busca de vítimas para sacrifícios em plena New York. O filme (que chegou a ser lançado nos cinemas brasileiros) é tão mal feito quanto os outros, mas o pequeno demônio que aparece (criado por Ed French e Dan Frye) é divertido!



Assisti todos estes filmes de terror de Roberta Findlay na época (Prime Evil no cinema e os outros em VHS, lançados por aqui pela Taipan Vídeo) e assino embaixo junto com uma legião que a considera como "A Pior Diretora de Terror de Todos os Tempos"...Depois de ter sido um dos pilares do Sexploitation, técnica de renome e dirigido ícones do pornô, Roberta se perdeu em alguns dos piores filmes de terror dos 80 e se aposentou de suas atividades cinematográficas.














                            
   Roberta em seus velhos tempos e nos anos 80, como diretora.






                                                                                                                                  by Coffin Souza

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