sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Corinne Cléry: Erotismo & Fantasia

Nascida em Paris em março de 1950, de uma família de italianos, a jovem Corinna Piccolo, se transformaria em um ícone do erotismo dos anos 70.
Linda e desinibida, a jovem se interessou pela carreira de atriz e estreou já com um papel principal no drama "Les Poneyttes" (1967) de Joël Le Moigné, ao lado do cantor e ator Johnny Hallyday e do DJ Hubert Wayaffe, por quem Corinna se apaixonou e se casou logo depois das filmagens.
Sua carreira teria impulso, após estrelar o clássico erótico "Histoire d'O" (A História de "O", 1975) de Just Jaeckin.




Logo após causar furor com seu "Emmanuelle" (1974), o diretor francês adaptou o romance de Pauline Réage (Anne Desclos) sobre uma jovem (Corinna, assinando agora com seu nome artístico) que é levada por seu amante (Udo Kier) para um castelo, onde será escrava de homens (junto com outras mulheres) e aprenderá os prazeres da submissão e Bondage. 













O filme é elegante e muito bem feito, mas fraco em relação ao romance ou da adaptação em quadrinhos de Guido Crápax. Causou polêmica na época e fez  relativo sucesso internacional, transformando Cléry numa musa erótica. Ela aproveitou a repercussão e também se lançou como cantora, gravando seu único disco.
Seus próximos papéis foram, é claro, influenciados por "O"...
"Striptease" (1976) de Germán Lorente, é um drama sobre um diretor de cinema depressivo (Terence Stamp) que contrata uma stripper (Corinne) para seu próximo filme e acaba se envolvendo com ela. Cléry passa todo o tempo nua ou tirando a roupa, evidentemente.



"Natale in Casa d'Appuntamento" (1976) de Armando Nannuzi, é uma comédia dramática italiana, sobre prostituição, com a participação do ator americano Ernest Borgnine; "...E Tanta Paura" (1976) de Paolo Cavara, um Giallo com erotismo.
















Corrine fez papéis em diversas comédias italianas na época, inclusive em "Sturmtruppen" (1976) de Salvatore Samperi, uma sátira maluca da Segunda Guerra, baseada nas histórias em quadrinhos de Bonvi (Franco Bonvicini). 



Mas a bela também fez papéis em outros gêneros como em "Auto-stop Rosso Sangue" (O Fugitivo Sanguinário, 1977) de Pasquale Festa Campanile. Um casal (Cléry e Franco Nero) viaja pelo deserto da Califórnia e acaba sendo vítima de um perigoso marginal (David Hess) que quer atravessar a fronteira com o México com uma grande quantidade de dinheiro roubado. Mas os dois decidem dar um jeito no bandido para ficar com a bolada. Um bom policial de suspense feito por um diretor especialista em comédias.






Em "Kleinholff Hotel" (Insólito Encontro, 1977) de Carlo Lizzani, Cléry é uma mulher que perde um voo e precisa se hospedar em um hotel de quinta categoria. Lá, acaba conhecendo e se envolvendo com um revolucionário mentalmente perturbado (Bruce Robinson). Drama depressivo com alta voltagem erótica.





Então Corinne Cléry caiu nas garras de James Bond em "Moonraker" (007 Contra o Foguete da Morte, 1979) de Lewis Gilbert. Nesta aventura espacial do agente secreto, ela vive a piloto Corine Dufour, que trabalha para o vilão Hugo Drax (Michael Lonsdale) e após ser seduzida por 007 (Roger Moore) e o ajudar, acaba assassinada pelo bandido.




Ela esteve na divertida ficção-trash "L'umanoide" (O Humanóide, 1979) de Aldo Lado, novamente ao lado do gigante Richard Kiel (o "Dentes-de-Aço" de "Moonraker"). Neste (mais um...) clone de "Star Wars", a terra do futuro é ameaçada pelos planos de Lorde Graal (Ivan Rassimov), que utilizando os conhecimentos do maluco Dr. Kraspin (Arthur Kennedy), planeja fazer um exército de soldados com super-força.






 O primeiro teste transforma o pacato piloto Golob (Richard Kiel) na criatura-título. Efeitos especiais, cenografia e tudo mais, bastante pobre ! Participação da deusa Barbara Bach (como a vilã Lady Agatha) e Corinne fazendo uma cientista (e clone da "Princesa Leia") e não precisando tirar a roupa...



Depois de vários dramas e comédias italianas, Cléry retornou ao cinema fantástico com "I Mondo di Yor" (Yor- O Caçador do Futuro, 1983) de Antonio Margheriti, baseado nos quadrinhos de Juan Zanotto e Ray Collins. O caçador loiro pré-histórico Yor (Reb Brown), procura suas origens em meio a dinossauros (fakes) e outras criaturas, sempre acompanhado de sua bela companheira Ka-Laa (Corinne).
Uma obra menor (e Trash) do mestre italiano, mas colorida e divertida.







No bizarro e sensual Giallo de Lucio Fulci "Il Miele del Diavolo" (1986), Cléry vive a esposa de um cirurgião (Brett Halsey) que é raptado e torturado por uma mulher mentalmente perturbada (Blanca Marsillach), por ele ser o responsável pela morte do namorado desta na mesa de operações. Fulci brincando de Jesus Franco e Cléry linda e sexy como sempre, mas as cenas mais quentes e saborosamente pervertidas são com miss Marsillach...






Corinne participou da série de terror televisiva "Turno di Notte" (1987-1988) de Luigi Cozzi e Lamberto Bava e a partir daí se dedicou cada vez mais a papéis na televisão italiana, como a de feiticeira Circe, na adaptação de "A Odisséia" em 1991. Sua última participação no cinema foi em 2008 em uma comédia italiana, no papel de uma...avó!
Mas no imaginário popular e nos anais do cinema, ela será eternamente a maravilhosa e sexy garota conhecida apenas como: "O".





                                                                                                                                By Coffin Souza




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