segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ingrid Pitt: Rainha do Horror!


Ela embelezou seus papéis em filmes de gêneros com força e sensualidade.  Ingrid Pitt nasceu Ingousha Petrov na Polônia em 21 de Novembro de 1937. Filha de um alemão de descendência russa e de uma polonesa judia, ela e sua família foram prisioneiros em um campo de concentração nazista durante a Segunda Grande Guerra. Nos anos 50, ela se casou em Berlin com o soldado americano Laud Pitt Jr. e com ele se mudou para os Estados Unidos. Após o fim do relacionamento, ela voltou para a Europa ande começou sua carreira teatral, utilizando se sobre nome de casada.
Ingrid só chegaria ao cinema em 1965, em pequenas pontas em filmes famosos como "Doutor Jivago" e "Falstaff - O Toque da Meia Noite" de Orson Welles.
Sua primeira participação em um filme de horror foi na tosqueira "El Sonido de la Muerte" (1966) de José Antonio Nieves Conde. Nesta aventura espanhola sobre um grupo de caçadores de tesouros que acordam um dinossauro invisível nas montanhas da Grécia, aparece também outra deusa do cinema fantástico: Soledad Miranda! 




"Havia apenas grandes pegadas na neve para representar o monstro. Eu não me lembro muito sobre ele, exceto que era muito barato!" 
    (Ingrid Pitt em entrevista para Bruce Hallenback em 1993)


Após um papel de destaque ao lado de Clint Eastwood na aventura de guerra "O Desafio das Águias" (1968), seu primeiro papel principal foi na pequena ficção científica  de terror "The Omegans" (1968) de W.Lee Wilder. 



Em uma selva das Filipinas, um rio é contaminado por radioatividade que causa sérias queimaduras e um estado de "zumbificação" nas vítimas. Um artista descobre que sua esposa (Ingrid Pitt) o trai com um guia de expedição e obriga os amantes a mergulharem nas águas mortais!






Em um lançamento de um filme em Londres, Pitt encontrou o produtor dos estúdios Hammer, James Carreras e não largou de seu pé. "Eu disse para ele: "No que vocês estão trabalhando? Bem, coloque-me para trabalhar junto, eu estou disponível a hora que você quiser!" Ele disse: "Certo, vejo você amanhã no meu escritório as 10 horas e vou lhe dar 3 papéis!" Eu não sabia que os 3 papéis seriam um só!".
                                                                                                                                                    (idem)



Ingrid estrelou então "The Vampire Lovers" (Os Vampiros Amantes, 1970) de Roy Ward Baker. Ela é Marcilla, que  hospedada na casa do general Von Spieldorf (Peter Cushing) se torna amiga íntima de sua filha Laura (Pipa Steele). Acontece que ela é na verdade a condessa Carmilla/Mircalla Karnstein, uma sedutora e insaciável vampira lésbica! Primeiro filme da Trilogia Karnstein e que levou Ingrid Pitt ao status de musa sensual com suas roupas transparentes e suas mordidas em belas meninas.



Agora uma estrela da Hammer, Ingrid estrelou "Countess Dracula" (A Condessa Drácula, 1971) de Peter Sasdy. A idosa condessa Elizabeth (Ingrid) descobre a fórmula para rejuvenescer e recuperar sua beleza e paixão sexual: se banhar em sangue de garotas virgens.



 Para passar despercebida sua mudança, ela assume a identidade da própria filha. Baseado na história real da assassina condessa Erzsébeth Bathory com elementos de terror-fantástico e muito sexo e nudez. Ingrid Pitt dá um show de sensualidade e domina o filme. Ela brincou com a necessidade de sangue de virgens da personagem "Sorte dela não viver nos dias de hoje, não teria no que se banhar".
                                                                                                                                                    (idem)




No filme em episódios "The House That Dripped Blood" (A Casa que Pingava Sangue, 1971) de Petter Duffell, Ingrid participa do episódio "The Cloak". Um casal de atores de filmes de terror (John Pertwee e Ingrid Pitt) alugam a misteriosa casa que abriga histórias macabras e aonde ele vai provar (como vítima) o poder de uma capa que o transforma em um vampiro.



"Isto foi ótimo, porque John Pertwee (ator/escritor e um dos intérpretes do personagem Dr. Who) fez tudo de forma engraçada! Não era assim que estava no roteiro".  Segmento de humor nesta produção da Amicus (rival da Hammer), baseada em contos de Robert Bloch e que contou com as participações dos astros Peter Cushing e Christopher Lee.



O reinado de Ingrid Pitt no terror britânico foi curto mas intenso. Ela já era "veterana" para os padrões das Scream Queens na época, e os produtores queriam caras e corpos novos. Assim mesmo, sua curta participação no clássico "The Wicker Man" (O Homem de Palha, 1973) de Robin Hardy é sempre lembrada: a bibliotecária que se exibe nua em uma banheira para chocar o herói puritano vivido por Edward Woodward.





 O filme teve uma produção complicada e muitas cenas foram tiradas na sala de montagem e só restauradas a poucos anos. "Chris Lee teve sua fala final cortada e ele não ficou contente. Ele produziu parte do filme e então isto foi mais doloroso".

Sobre Peter Cushing e Chistopher Lee ela diz: "Eles eram completamente diferentes. Não dá para compara-los. Um era intelectual, emocional e sereno e o outro um verdadeiro "homem de ação"! Christopher falava o que pensava, indiferente das pessoas que o estavam cercando. Um fantástico contador de histórias e sucesso em qualquer festa."


Ingrid passou a se dedicar a participações em séries de TV e a sua atividade paralela de escritora ( Ela escreveu 14 livros, entre infantis, novelas, biografias e livros de memórias dos seus tempos de Hammer).







 Voltou ao terror ao lado do colega Denholm Elliott em "Underworld (Subterrâneos- A Revolta dos Mutantes, 1985) de George Pavlou, uma produção Trash baseada em Clive Barker. Suas últimas participações foram em pequenos filmes de terror como "The Asylum" (2000) de John Stewart; "Minotaur" (Minotauro, 2006) de Jonathan English com Tony Todd e "Sea of Dust" (2008) de Scott Bunt com Tom Savini.

















Ingrid Pitt morreu em 23 de Novembro de 2010, dois dias após completar 73 anos. Seu enorme fã-clube se chama "Pitt of Horror"...








                                                                                                                                 by Coffin Souza

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