quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Nunsploitation: Capítulo 3, Versículo 1- As Freiras do Sol Nascente

Popular nos anos 70 em países de tradição católica, o Nunsploitation (ver Capítulo 1, Versículo 1) teve ótimos e ousados exemplares vindos do Japão. O "País do Sol Nascente" tem pouca influência da nefasta cultura cristã, mas o exotismo, a violência sexual e a mistura sagrado/profano levaram realizadores orientais a realizarem seus filmes do subgênero "maldito"!



 Ao tomarem uma religião minoritária como seu tema, tem sido sugerido que esses filmes orientais com freiras católicas "chocantes, perversos e descontroladamente blasfemos" são "uma forma de provocar a hipocrisia da religião organizada, sem atacar as crenças mais sagradas da sociedade em geral". E claro, ver freirinhas orientais nuas e torturadas...

Um dos primeiros e o maior clássico do Nunsploitation japonês foi "Seijû Gakuen" (nos Estados Unidos: "School of the Holy Beast", 1974) de Noribumi Suzuki. 




Após o misterioso assassinato de sua mãe, a jovem Maya (Yumi Takigawa) assume uma  nova identidade para se infiltrar em um convento (onde sua mãe se tornara freira) e descobrir a verdade. Lá encontra os horrores da repressão e do fanatismo religioso e acaba se defrontando com a inevitável Madre Superiora lésbica (Ryouko Ima) e com o doido padre Kakinuma (Fumio Watanabe).





 Em uma das cenas mais lembradas, a linda Maya é chicoteada nua pelas freiras com ramos espinhentos de rosas...



Uma obra prima sobre a jornada de uma garota em um mundo fechado e depravado com violência estilizada, ótimo trabalho de fotografia e câmera e muito erotismo.



"Shûdojô Runa no Kokuhaku" (Cloistered Nun: Runa's Confession, 1976) de Masaru Konuma conta a história da jovem Runa. Depois que sua irmã rouba seu namorado, Runa entra para um convento e é mandada para uma missão na África. Anos depois ela tenta ajudar a irmã e se casar, roubando e vendendo objetos do convento. As coisas se complicam com a presença do antigo namorado e a ambição de sua irmã.
Cenas de sexo em frente a um altar, crucifixo saltando em seios nus e a iniciação sexual de Runa dentro do convento.
Obviamente o catolicismo não é uma religião no Japão, muitos se sentem desconfortáveis com a "religião do estrangeiro"​​. Certamente, o estupro de Runa com o hábito rasgado por um reitor americano, parece ser altamente simbólico.


Uma combinação de Nunsploitation com gore apareceu em "Onna Gokumon-Chô: Hikisakareta Nisô" (Nuns That Bite, 1977) de Yûji Makiguchi. A jovem Omino (Hiroko Fuji) é estuprada por bandidos e depois vai parar em um convento cheio de freiras assassinas que odeiam os homens!







Um dos meus favoritos do gênero no Japão é "Shudojo: Nure Nawa Zange" (Wet & Rope, 1979) de Koyu Ohara com a maravilhosa Yuki Nohira.





 Estuprada por bandidos na noite de sua lua-de-mel, a jovem Miki (Nohira) é desprezada e agredida por seu marido por "esta vergonha". Ela acaba entrando para um convento, aonde as coisas parecem ser mais degradantes e violentas ainda. A Madre Superiora por exemplo, para conseguir mais dinheiro para o convento (e para ela), prostitui as freirinhas para um bando de bandidos, aonde Miki vai encontrar "antigos conhecidos"!



O diretor Ohara opta por uma crítica ácida e quase surreal ao catolicismo. Existe menos violência aqui, mas muitas cenas que beiram ao humor e coisas como freiras se masturbando com pães e um padre louco e tarado que vive em uma cela de grades como um animal!
 Vários filmes seguiram esta esteira, acrescentando sempre mais perversões e violências sexuais misturadas as convenções do cinema erótico japonês:
"Sister Lucia's Dishonor" (1978) de Koyu Ohara; "Nun: Secret" (1978) de Hiroshi Mukai; "Sister Luna" (1979) de Masaru Omuna; "Nun Story: Frustation in Black" (1980) de Nobuiaki Shirai;



 "Rope of Hell: A Nun's Story" (1981) de Mamoru Watanabe; "Convent Rope Hell" (1984) de Katsuhiko Fujii e "Eletric Bible: Sister Hunting" (1992) de Mamoru Watanabe...






                                                                     "Convent Rope Hell"


A fofuxa e peituda Mariko Morikawa, atriz de dezenas de vídeos-Pinku, estreou nos cinemas com o Nunsploitation "Kyonyû Shûdôin" (Big Tit Monastery, 1995) de Sachi Hamano. Uma versão bem humorada e sacana do gênero, unido com a tara japonesa por grandes peitões!




                                        AMÉM!!!!

                                                                                             por Monsenhor Coffin Gojira Souza

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