quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ursula Andress, Uma Deusa das Telas!




Nascida em março de 1936, em Oestermundigen, Suiça, filha de uma  numerosa família de protestantes alemães e pai diplomata, Ursula Andress não teria o perfil de um futuro simbolo sexual se não fosse sua personalidade irriquieta e sua incrível beleza física. Aos 17 anos, fugiu de casa com um jovem ator italiano, e foi na Itália que começou sua carreira de modelo fotográfica e pontas em comédias picantes que, é claro exploravam seus "grandes" atributos físicos.

















Ela foi descoberta para o cinema internacional, após protagonizar uma cena, hoje clássica e iconográfica: Saindo do mar com um biquini branco (que ela mesmo desenhou) em "Dr. No" (007 Contra o Satânico Dr. No, 1962) de Terence Young. No Primeiro filme de Sean Connery como o agente James Bond, Ursula viveu Honey Ryder, a primeira Bond Girl da história, com sua voz  dublada por conta de seu forte sotaque suiço.



 Dos braços de Bond, para os braços de Elvis Presley na comédia musical "Fun in Acapulco" (O Seresteiro de Acapulco, 1963) de Richard Thorpe e nos de Petter Sellers em "What's New Pussycat" (O Que É Que Há Gatinha?, 1965) de Clive Donner com roteiro de Woody Allen!













Para a lendária produtora Hammer, Ursula Andress fez "She" (A Deusa da Cidade Perdida, 1965) de Robert Day, com Peter Cushing, Andre Morell e Christopher Lee. Arqueólogos encontram nos confins da África, uma cidade perdida, com um povo liderado por uma bela rainha/deusa chamada Ayesha (Andress). A magnífica e enigmática rainha possui o segredo da imortalidade e acredita que um dos forasteiros é a reencarnação de seu amado que morrera a muito tempo. Uma aventura fantástica baseada em H.Ridder Haggard e que rendeu uma continuação (A Vingança da Deusa, 1967) com outra atriz.







De uma cidade perdida no passado, para um futuro violento:
"La Decima Vittima" (A Décima Vítima, 1965) de Elio Petri, com Marcello Mastroianni, Ursula Andress e Elsa Martinelli. Nesta ficção científica com toques de humor, um clube elitista é criada em um futuro próximo para que pessoas possam praticar o nobre esporte de caçar e matar seus semelhantes. Mesclando diversas influências da cultura Pop dos anos 60, Petri construiu uma aventura crítica e debochada, valorizada pela atuação de Mastroianni e pela presença imponente e bela de Andress como a caçadora Caroline.

As mesmas influências da Pop-Art, marcam a volta de Ursula Andress ao mundo de James Bond na cara, confusa e doida comédia "Casino Royale" (Cassino Royale, 1967) de Val Guest,John Huston, Ken Hughes, Joseph MacGrath e Robert Parrish. O aposentado agente Bond volta a ativa para combater a organização criminosa SMERSH, não se deixando envolver por nenhuma das lindas mulheres que o cercam, tendo diversos outros agentes também chamados de James Bond e enfrentando seu ambicioso e ciumento sobrinho Jimmy Bond/Dr. Noah (Woody Allen).


Um elenco estelar (Petter Sellers, David Niven, Orson Welles...) , maravilhosas Bond Girls (Deborah Kerr, Joanna Pettet, Barbara Bouchet...) e diversos diretores e roteiristas ao mesmo tempo ajudaram a complicar a produção que apesar de ter sido um fracasso, é divertida e tem um status Cult. Ursula Andress vive a agente Vesper, também chamada de...James Bond....




Apesar de um começo promissor, a carreira e a vida pessoal da bela loira sofreram diversos problemas. Após se divorciar do ator John Derek (com que era casada desde 1957), teve romances rápidos com atores de renome como Jean-Paul Belmondo, Warren Beatty e Ryan O'Neal. Em 1971 esteve ao lado de Charles Bronsom, Toshiro Mifune, Alain Delon e Capucine no western "Soleil Rouge" (Sol Vermelho) de Terence Young. Se mudou então para a Itália aonde trabalhou em filmes policiais como "L'Ultima Chance" (1973) e "Colpo in Cana"(1975); comédias eróticas de sucesso como "L'Infermiera" (19750 de Nello Rossati e duas comédias de ação com Giuliano Gemma, Jack Palance e a macaca Biba: "Safari Express" (1976) de Duccio Tessari e "Africa Express" (1976) de Michele Lupo.






Ursula Andress emprestou sua beleza quarentona para a aventura de terror "La Montagna del Dio Cannibale" (A Montanha dos Canibais, 1978) de Sergio Martino, parte do popular e polêmico ciclo italiano de filmes de canibais. Ela vive Susan, que parte em uma viagem para Papua, Nova Guiné em busca de seu marido desaparecido e acaba refém de uma tribo primitiva que a adora como uma deusa.










E finalmente Ursula é levada ao reino dos deuses. Em "Clash of the Titans" ( A Fúria dos Titãs, 1981) de Desmond Davis, ela encarna Afrodite, a deusa do amor. A aventura de Perseus (Harry Hamlin, seu marido e pai de seu filho Dimitri) é estrelada por um grande elenco totalmente ofuscado pelo brilhante trabalho dos efeitos especiais de animação do mestre Ray Harryhausen...





Depois do nascimento de seu filho, Ursula passou apenas a atuar ocasionalmente em séries e filmes para a TV, tanto nos EUA, quanto na Europa. Seu último filme para o cinema foi a comédia suiça "Die Vogelpredict" (2005)...












                                                                                                                        
                                                                                                                              by Coffin Souza






sábado, 23 de fevereiro de 2013

Bizarros Manequins-Humanos de Jerome Abramovitch




Beleza e terror misturados na série intitulada Mannequin, criada pelo fotógrafo Jerome Abramovitch. Nela, modelos tiveram suas fotografias manipuladas digitalmente dando a impressão de serem paças de manequins.

Jerome Abramovitch é um fotógrafo canadense de 35 anos, com estúdio em Montreal, bastante conhecido na Europa, Japão e Estados Unidos. Também conhecido por documentar a “Primitiva Moderna 2.0”, um movimento da década de 1990 e início de 2000, com base na modificação do corpo (piercing, tatuagens, suspensão do corpo por ganchos, etc.) e em práticas rituais com referência ou homenagem às práticas das culturas primitivas. Atualmente, ele está trabalhando em novas fotos para a série Mannequin, e também continua viajando pelo mundo para fotografar sua coleção de amigos cada vez mais excêntricos. Abaixo as obras mais estranhas, mórbidas, curiosas e repulsivas da série Mannequin: 
 












Confira essas e muitos outras fotos super criativas no site de Jerome Abramovitch: 
http://www.chapter9photography.com/ 

Fonte: http://www.candiru.com.br/noticias/290-as-morbidas-fotografias-de-jerome-abramovitch



Por Gisele Ferran

 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

SexyNazisploitation


Vamos a uma receita: Uma dose generosa de clichês do subgênero W.I.P. (Mulheres na Prisão), duas de sadismo, duas de sexo, e sangue a gosto. Misturar tudo e temperar com uniformes e armas da Segunda Grande Guerra. Está pronto um coquetel Nazi-Explotation!
Europa, anos 40: em campos de concentração ou bordéis da SS, prisioneiras são utilizadas como prostitutas ou cobaias para experimentos perversos. O comandante do campo é um sádico pervertido e sempre existe um nazista boa-pinta e simpático que não concorda com as crueldades e se apaixona por uma prisioneira gostosa. E as prisioneiras são garotas lindas e nuas. Ah! e  o sotaque dos alemães e franceses é engraçado, já que grande parte das produções deste sub-gênero polêmico e desprezado pela crítica vem da Itália.



O cinema sexysploitation procurava novas facetas para renovar o interesse do público e depois de David Friedman e H.G.Lewis terem misturado o Gore com mulheres peladas, faltava apenas o elemento histórico. Então apareceu "Love Camp 7" (1968) de Robert Lee Frost , o pioneiro do ciclo e que lançou diversos elementos do gênero descritos acima.  


Na trama, duas jovens oficiais (Maria Lease e Kathy Williams) se infiltram disfarçadas de prisioneiras em um campo de concentração para obterem informações sobre as experiências nazistas realizadas lá. As coisas dão erradas e elas são submetidas as mesmas humilhações e torturas como as outras detentas. O próprio produtor do filme barato Robert Creese, faz o comandante do campo e David Friedman também "atua" como o Coronel Max Kemp!



Logo surgiu a primeira imitação, ainda em solo americano, o ainda muito mais barato e vagabundo "SS Cutthroats"/"She Devils of the SS" (1969) de John Hayes, com as cenas de tortura sendo dispensadas em troca de muita ação softcore.
Então o primeiro "Clássico" do gênero apareceu: "Ilsa - She Wolf of the SS" ( Ilsa, a Guardiã Perversa da SS,1974) de Don Edmonds, com produção de David Friedman ( com o pseudônimo de Herman Traeger). Rodado nos cenários desocupados da série de TV "Guerra, Sombra e Água Fresca" e com efeitos gore bastante bons de Joe Blasco, a produção canadense rendeu uma fortuna mundo afora e transformou a  peituda atriz Dyanne Thorne em um ícone do cinema Exploitation. 
Ilsa (Thorne) dirige um campo de concentração aonde são realizados experimentos médicos medonhos e muitas sacanagens e torturas sexuais com prisioneiros e prisioneiras. Ela é uma ninfomaníaca que castra os coitados que não conseguem satisfaze-la e os experimentos visam provar que a resistência da mulheres à dor é maior do que a dos homens. Entre as belas vítimas das torturas nazistas, a maravilhosa Uschi Digard tem destaque ao ser explodida em uma câmara de descompressão!




Uma curiosidade da época é uma comédia Turca brincando com o tema chamada "Cilali Ibo Avrupada" (1970) de Osman F. Seden...



O cultuado diretor de cinema erótico (Giovanni)Tinto Brass, realizou o estiloso "Salon Kitty" (1975), com Helmut Berger, Ingrid Thulin, Paola Senatore. O comando da SS resolve criar um bordel para seus soldados, comandado por Madame Kitty (Thulin). O local serviria para espionar suas próprias tropas, mas uma garota se apaixona por um  capitão rebelde e acaba sabotando a operação. Sem violência, mas com muita sacanagem soft ( montanhas de mulheres bonitas!), o filme foi uma das maiores influências para o gênero na Itália.



Logo surgiu uma versão extremada para o ciclo chamada "La Svastica nel Ventre" (Campo Nazista 27, 1976) de Mario Caiano. Sirpa Lane ("La Betê") é a jovem judia Hanna, que é capturada e colocada para trabalhar em um bordel nazista.
Ela resiste em colaborar e é condenada a morte, mas salva pelo comandante do campo, que a quer para seus prazeres masoquistas. Cenas de sexo gratuitas ( e algumas explícitas), estupros, violência e uma prisioneira que é estuprada com um chifre de touro!






E a coisa continuou "pesada" com "La Ultima Orgia dell III Reich" (Calígula Reencarnado Como Hitler/As Condenadas (VHS),1976) de Cesare Canevari. Em outro campo/bordel, a corajosa Lisa (Daniela Poggi) é a vítima preferencial das atrocidades nazistas. Muito sexo, torturas, cirurgias gore, coprofagia, nazistas canibais e um bebê devorado por cães!













"Casa Privata per le SS" (Garotas da SS, 1976) de Bruno Mattei, conta um plano de Hitler, de criar uma super-prostituta capaz de satisfazer muitos oficiais nazis e ser utilizada em missões de espionagem. O experimento é conduzido em um campo/bordel por cientistas e supervisionado pela bela e sádica comandante Hans (Gabriela Carrara). Pouca violência, mas muita sacanagem soft (mas uma cena ultrajante onde uma prisioneira é estuprada por um homem deformado de verdade) e uma longa orgia de sexo e bebidas que parece ter agradado bastante o elenco!





E porque não misturar um monstro vagabundo na receita? "La Bestia in Calore" (SS Hell Camp, 1976) de Luigi Batzella, mostra como uma oficial nazista ao estilo Ilsa (Macha Magall) manda raptar mulheres jovens para experimentos em nome do Führer envolvendo um homem-fera tarado (Sal Boris/ Salvatore Beccaro), que ela mantém em uma jaula. Quando as garotas não são dissecadas vivas ou eletrocutadas nas partes íntimas, são colocadas na jaula do monstro. Em uma cena a criatura estupra uma jovem e arranca seus pelos pubianos (e um pouco mais...) com os dentes! Soma-se a isto muitas cenas de sexo, torturas de todos os tipos e risíveis cenas de guerra, além de cenas enxertadas de outros filmes: Um clássico  Nazi-Trash!!!













E falando em situações Trash, "Lager SSadis Kastrat Kommandantur" (SS Experiment  Love Camp, 1976) de Sergio Garrone é chocante e engraçado ao mesmo tempo. No dito Campo, são feitas experiências sádicas com as prisioneiras ( congeladas, queimadas, eletrocutadas, etc..) e o oficial superior decide que precisa de novos testículos, que são extraídos de um soldado nazi que se apaixonara por uma das garotas (em uma cena de cirurgia explícita). Quando se confronta com o oficial, o soldado capado pergunta furioso: "Seu bastardo! O que você fez com minhas bolas?". Uma história de amor com namorados em perigo e muito sadismo e gore.






O sempre divertido Bruno Mattei, imaginou experimentos diferentes para "KZ-9 Lager di Sterminio" (SS Extermination Camp, 1977): reviver soldados nazistas congelados e curar  homens de seu homossexualismo utilizando duas prisioneiras libidinosas (cena hilária abaixo) . Ah, claro, também existem cenas de torturas, cirurgias, lesbianismo e necrofilia. Coisa fina.



Vieram também: "Kaput Lager: Gli Ultimi Gioni delle SS" (1976) de Luigi Batzella; "Le Deportate della Sezione Speciale SS" (Gestapo- Esquadrão da Tortura, 1976) de Rino de Silvestro; "Fraulein Devil" (1977) de Patrice Rhomm; "Hell Train" (1977) de Alain Payet; "Le Lunghe Notti Della Gestapo" (As Noites Rosas da Gestapo,1977) de Fabio de Agostini;  "Nathalie dans L'Enfer Nazi" (1977) de Alain Payet; "East of Berlin" (1977) de A.M. Frank; "SS Lager 5: L'Inferno delle Donne" (1977) de Sergio Garrone;  "Holocaust 2" (1978) de John Jonathan; "SS Bordello" (1978) de José Bénazéraf, com Brigitte Lahaie; "Prisioner of Paradise" (1980,XXX) de Gail Palmer com John Holmes; "SS Girls" (1980,XXX); "Stalag 69" (1982, XXX);  "Blue Ice" (1984, XXX) de Phil Marshak com Paul Thomas; "Saloon Kiss" e "Le Bambole del Führer" (1995, XXX) de Joe D'Amato e muitos outros...



Para muito mais informações detalhadas sobre o gênero, recomendamos o Blog especializado de Matheus Ferraz
Fräuleins sem Uniforme.


        ABAIXO O NAZISMO!...e viva o Nazisploitation!!!


                                                             
                                                                by Coffin Souza
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