sexta-feira, 28 de junho de 2013

Debbie Rochon: A Scream Queen da Década



Debbie Ann Rochon nasceu em Vancouver, Columbia Britânica, Canadá, em Novembro de 1968.  Tinha tudo para sua vida dar errado, ela foi uma criança das rua e vítima de muitos abusos, até que  acidentalmente acabou em um papel adicional destacado no obscuro mas cult filme punk-rock "Ladies and Gentleman, the Fabulous Stains" (1982) de Lou Adler.


O fato mudou sua vida, e ela economizou dinheiro para se mudar para Nova York e estudar teatro aos 17 anos. Em 1988 ela já havia concluído três cursos teatrais e atuado em cerca de 25 peças off-Broadway.



 No mesmo ano estreou no cinema fantástico em uma ponta no filme trash "Lurkers" da diretora (?) e atriz (??) Roberta Findlay. Ela apareceu rapidamente na comédia de humor-negro "Vampire's Kiss" (Um Estranho Vampiro, 1988) de Robert Bierman com Nicolas Cage. Barry Alexander Brown lançou-a em um papel de destaque em seu primeiro esforço de direção, "Lonely in America" (Em Busca do Paraíso, 1990). Logo seus papéis foram crescendo e a garota se especializou em filmes de terror de baixo orçamento e produções independentes em vídeo, nascendo assim uma das maiores Scream Queens dos anos 90/2000! 



















Em 1992 ela esteve no suspense-psicológico "Valerie" de Jay Lind, que combinava horror com lesbianismo ao estilo "Carmilla" de Sheridan Le Fanu. Após participar de um curta metragem promocional da produtora, Debbie passou a trabalhar para a Troma, aparecendo em cartazes, especiais e documentários, além de trabalhar em diversos setores de produção da amalucada companhia independente.



Em 1994 ela teve um papel de destaque no controvertido suspense "Abducted II: The Reunion" (Trilha do Medo) de Boon Collins com Jan-Michael Vincent e Dan Haggertty. Sua atuação neste exploitation lhe valeu o prêmio de melhor triz no "Hubbie-Awards" de Joe Bob Briggs.





Construindo sua carreira de Scream Queen, Debbie Rochon atuou ao lado da veterana Veronica Carlson (ex-Hammer Girl) em "Black Easter" (1994) de Bruce G. Hallenback;
 foi Kelly no ficção científica/gore "Regenerated Man" (Metamorfose Humana, 1994) de Ted A. Bohus;
foi a narradora do terror "Depraved" (1995) e fez um papel em "Shriek of the Lycanthrope" (1995) ambos de John Schappert.



Debbie foi destaque em "Tromeo & Juliet" (1996) de Lloyd Kaufman, a ambiciosa, debochada e radical adaptação de William Shakespeare para o mundo da Troma. Ela é Ness, a amiga lésbica e tatuada de Juliet (Jane Jensen), levemente baseado no personagem da enfermeira idealizado por Shakespeare.


No começo de 1996, o escritor, roteirista e diretor John A. Russo (autor junto com George Romero do clássico "A Noite dos Mortos Vivos" de 1968) escalou Debbie para o papel principal de "Santa Claws"; a história de uma atriz de filmes "B" que é atormentada por um assassino vestido de papai-Noel saído de um de seus filmes. Ao ser lançado, o vídeo se transformou em dois, já que o saudável picareta Russo lançou também "Naked Christmas", o filme-dentro-do-filme "Santa Claws"...



Debbie Rochon apareceu junto com Gunnar Hansen (o "Leatherface" original) em "Hellblock 13" (1997) de Paul Talbot. Em uma prisão, Tara (Rochon), uma Serial- Killer, a espera da hora de sua execução, conta 3 histórias de terror para seu carrasco (Hansen). A antologia de terror independente teve problemas primeiro com seu título original "Hellblock 666" (censurado pela igreja católica!) e depois de distribuição e acabou sendo lançado pela Troma dois anos mais tarde.















Debbie continuou sendo uma das maiores Tromettes e foi a Christine de "Terror Firmer" (1999) de Lloy Kaufman; Ms. Weiner em "Citizen Toxie: The Toxic Avenger IV" (2000) de Lloyd Kaufman;Susan, uma repórter de Tromaville em "Parts of the Family" (2003) de Léon Paul de Bruyn e Gabriel Lloyd (Gabriel Friedman e Lloyd Kaufman) ; Zelda e vários outros personagens em "Tales From the Crapper" (2004) de Gabriel Friedman e mais quatro diretores ; uma atriz famosa que é assassinada por acaso em "Poultrygeist:Night of the Chicken Dead" (2006) de Kaufman e está no recente e "mega" projeto da produtora "Return to Nuke'em High" (2013) de...Lloyd Kaufman!


















Debbie e Lloyd Kaufman fizeram pequenas pontas na comédia de terror trash "Mulva:Zombie Ass Kicker!" de Chris Seaver e em 2005 ela assumiu o papel título em "Mulva 2: Kill Teen Ape!" do mesmo diretor.




Debbie Rochon foi co-roteirista da comédia maluca/sexy "Play-mate of the Apes" (2002) de John Bacchus, além de fazer o papel da macaca cientista Doutora Cornholeous, nesta sátira trash a série "Planeta dos Macacos".


















Além de roteirista, ela é produtora e está estreando na direção com o terror "Model Hunger" (2013) com Tiffany Shepis e Lynn Lowry, atualmente em fase de pós-produção.
Debbie Rochon apresenta um programa em uma rádio de New York sobre cinema e cultura Pop e escreve em colunas fixas para as revistas Fangoria, Videoscope, The Phantom of the Movies, Tenebre (Itália) e outras.















O IMDB já cataloga mais de 220 filmes com a bela Debbie, e ela já recebeu mais de 15 prêmios por suas atuações, além de ser considerada a "Scream Queen da Década" em uma votação realizada entre os leitores da revista especializada Draculina (2003).






Ela possui um site oficial: http://www.debbierochon.com/
E está no Facebook:  https://www.facebook.com/DebbieRochon2

*Em 1997, quando editava a versão impressa (em Xerox) do fanzine SHE DEMONS e escrevia para outras publicações, tive a grata surpresa e o prazer de receber uma carta de miss Debbie Rochon. Ela havia lido uma resenha sobre o fanzine, que havia sido publicada na revista americana Psychotronic Video (1989-2006) de Michael J. Weldon. Foi o começo de uma série de trocas de correspondências, aonde tive o privilégio de entrevista-la e receber uma grande quantidade de material (fotos, slides, revistas e vídeos) de seus filmes. Muito do material gráfico mostrado aqui faz parte deste acervo...














                                                                                                                             
                                                                                                                               by Coffin Souza

terça-feira, 25 de junho de 2013

Benício: Um Mestre das Pin Ups e dos Cartazes de Cinema



José Luiz Benicio da Fonseca nasceu em Rio Pardo, Rio Grande do Sul, em 1936. Começou sua carreira na Clarim Publicidade, em Porto Alegre, como aprendiz de desenho, aos 15 anos de idade. Em 1953 mudou-se para o Rio de Janeiro e ingressou na equipe de arte da Rio Gráfica e Editora (RGE), onde fez trabalhos para as principais revistas da Editora (Querida, Cinderela, Radiolândia, Filmelândia, entre  outras).Convidado em 1961 para a equipe de criação da agência de publicidade americana McCann Erickson, Benicio fez trabalhos para a Coca-Cola, Esso, para o lançamento dos tecidos Nycron e outras marcas de peso.

Nos anos 60, Benício conquistou fama desenhando mulheres voluptuosas para capas de livretos de bolso da extinta Editora Monterrey, particularmente a série Giselle, A Espiã Nua Que Abalou Paris e centenas de livretos da coleção ZZ7, com a filha de Giselle, Brigitte Montfort, também uma sexy, linda e voluptuosa espiã. Aventuras que tiveram cerca de 1,5 mil volumes publicados em quatro décadas e se tornou um fenômeno no mercado brasileiro de livros de bolso. Adepto das mulheres com curvas e da exaltação do corpo feminino, Benício ficou conhecido como o rei das pin-ups brasileiro.







Nos anos 70 ele foi o mais solicitado e famoso ilustrador de cartazes do cinema nacional, produzindo mais de 300 deles em duas décadas - sendo obrigado a driblar e negociar com a censura da ditadura militar para aprovar seus trabalhos- entre eles duas imagens que se tornaram ícones do cinema nacional: o cartaz da pornochanchada A Super Fêmea, que lançou Vera Fisher ao estrelato, e o de Dona Flor e Seus Dois Maridos, o filme de maior público na história do cinema brasileiro.  Ele também foi o responsável por todos os cartazes dos filmes dos Trapalhões.
Em uma entrevista para a Mostra "20 X Pornochanchada" e uma exposição de cartazes do gênero´(em Maio de 2011), Benício afirmou rindo "Eu tirei muita barriguinha de mulher, muita pelanca. Eu era o Photoshop da época! (risos). Eu Não tirava a cabeça de uma e colocava no corpo da outra, eu corrigia."













Com quase 60 anos de carreira, o ilustrador gaúcho ainda colabora para revistas como Veja e Playboy, da Editora Abril, além de ilustrar capas para editoras de livros e criar peças publicitárias, em seu estúdio particular no Rio de Janeiro.















Vale a pena conferir seu site: http://www.benicioilustrador.com.br/

Fonte: Wikipedia e Catálogo "20 X Pornochanchada" (Caixa Cultural, 2011)


Por Gisele Ferran




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