sexta-feira, 30 de agosto de 2013

As Freiras & O Terror (Nunsploitation: Capítulo 2, Versículo 1)


O Nunsploitation (definido pelo crítico Fred Frey como "Nuns go Nuts") sempre foi marcado por cenas de lesbianismo, violência sado-masoquista, blasfêmias e comportamentos perturbados das mulheres em clausura. E muitas vezes, os criativos cineastas resolveram pregar alguns sustos nas jovens freirinhas...

Em "Les Démons"/"Os Demônios" (França/Portugal 1972) de Jesus Franco, mistura bruxaria, inquisição e satanismo no cardápio. Uma feiticeira é condenada a fogueira e antes de morrer lança uma maldição, contra Lorde Jeffreys, seu carrasco. Dois fiéis seguidores do inquisidor, passam a procurar as filhas da mulher.







 As jovens irmãs (Ann Libert e Britt Nichols) são freiras no convento de Blackmoor. Kathleen (Libert) passa a ter fortes sonhos eróticos e as duas passam por um humilhante "teste de virgindade" e acabam sendo torturadas. 



A bruxa-mãe aparece em um sonho de Margaret (Nichols) e ela se entrega (sexualmente) ao capeta, e passa a se vingar de seus opressores, primeiro seduzindo Rosalind, a Madre Superiora (Doris Thomas)...
Muita tortura e sacanagem num filme também conhecido como "The She-Demons" (!!!).
















"Satanico Pandemonium- La Sexorcista" (México-1973) de Gilberto Martinez Solares, é um clássico do gênero!



 A jovem irmã Maria (Cecilia Pezet) é tentada por Lúcifer (Enrique Rocha), e passa a ter desejos de sexo e sangue. Mas ela é bastante devotada a suas crenças e tenta com rezas e penitências dolorosas, se livrar da influência do tinhoso...





O filme foi homenageado por Tarantino e Robert Rodriguez que batizaram de Satanico Pandemonium, a sexy  dançarina-vampira vivida por Salma Hayek em "Um Drink no Inferno" (1996).
No terror britânico "I Don't Want to Be Born" (O Bebê Infernal, 1975) de Peter Sasdy, um casal (Joan Collins e Ralph Bates), tem um filho e logo começam os problemas: o bebê parece ter ódio de todos que o cercam e é dotado de tamanho e força sobrenaturais. Um médico (Donald Pleasence), cuida do caso, mas é a Irmã Alabana (Eileen Atkins), quem resolve o enigma e tem que combater o espírito maligna que possuiu a criança que não queria nascer...






A Hammer também flertou com o gênero em seu último filme "To the Devil a Daughter" (Uma Filha para o Diabo, Inglaterra/Alemanha, 1976) de Peter Sykes. A história de um escritor (Richard Widmark) que tenta salvar uma jovem freira (Nastassja Kinski) das garras de um culto satânico liderado por um padre excomungado (Christopher Lee). Apesar do elenco notável (que conta ainda com Denholm Elliott), o filme é mais conhecido pela breve cena de nudez total da maravilhosa freirinha em sua última sequencia.




O cinema nacional colaborou com o delicioso "Escola Penal de Meninas Violentadas" (Brasil, 1977) de Antonio Meliande, mistura de pornochanchada, W.I.P., Nunsploitation e terror!
Jovens prostitutas são enviadas para uma instituição penal dirigida por freiras. A Madre Superiora é uma sádica, tem um auxilar mudo e brutamontes e esconde um segredo perigoso. E o capeta faz das suas possuindo uma das freiras!




Outra mistura interessante é "Alucarda, la Hija de las Tinieblas" (México, 1977) de Juan López Moctezuma: Freiras, satanismo, lesbianismo, vampirismo, torturas...
Justine (Susana Kamini) chega a um convento após a morte de seus pais. Lá faz amizade com a bela e enigmática Alucarda (Tina Romero), e guiada por ela (e com a influência de um estranho cigano-corcunda, Claudio Brook em papel triplo no filme) embarca em uma jornada de contravenções e blasfêmias, que culminam em tortura, morte, sangue e manifestações satânicas!















O filme é fascinante, com muitas citações nas entrelinhas. As personagens tem nomes icônicos (vide De Sade e Bram Stoker); as freiras do convento usam hábitos estranhos, parecendo múmias; o convento parece com uma caverna e existem inúmeras imagens de cristo surreais espalhadas (Moctezuma foi amigo, colaborador e produtor de Alejandro Jodorowski...) e música, iluminação e fotografia são acima da média em produções mexicanas da época.






Uma freira psicopata aparece em "Suor Omicidi" (A Freira Assassina, Itália, 1978) de Giulio Berruti. A irmã Gertrude (Anita Ekberg), depois de uma cirurgia e tratamento com morfina, passa a ter comportamentos estranhos e tortura (física e psicologicamente) os pacientes do hospital onde trabalha. Começam a acontecer misteriosos assassinatos no local, e é claro que ela é a primeira suspeita... No elenco as presenças de Alida Valli, Paola Morra (como uma gostosa freirinha lésbica) e Joe Dallesandro.








Bruno Mattei fez uma dobradinha de Nunsploitation em 1980. Primeiro realizou "La vera Storia della Monaca di Monza" (ver Capítulo 1, Versículo 1), e reciclando cenários e figurinos, fez "L'Altro Inferno" (Itália,1980). Coisas estranhas começam a acontecer em um convento: o corpo mumificado de uma madre Superiora começa a andar, incidentes fatídicos mutilam jovens noviças e presenças estranhas rondam o lugar.  Um jovem padre investiga e descobre segredos do passado envolvendo um filho do tinhoso com uma freira. Mattei deixa de lado as tradicionais cenas de lesbianismo e penitências, mas compensa no final com o aparecimento de algumas freiras Zumbis! 







O mestre do Gore italiano Lucio Fulci, realizou "Demonia" (Itália, 1990), sobre um grupo de arqueologistas trabalhando na Sicília, que libertam os fantasmas de 5 freiras acusadas de bruxaria e mortas a mais de 500 anos. Os espíritos vingativos iniciam uma série de mortes grotescas, e a única resposta para o enigma está na cripta das freiras crucificadas.




O Gênero continua vivo, como freiras saídas das tumbas:

                                                                             
                                                                                (1999)





La Monja/The Nun/Maldição
                                                                            (2005)


                                                                                 (2010)


                                                                            (2012)



                                                                            (2012)




                                                                                                          by Monsenhor Coffin Souza

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Erotismo Poético & Ninfetas Nuas nas Fotos de Jean-François Jonvelle




“Quando eu fotografo uma mulher, eu quero que ela saiba que ela é a mais bela da terra, pois uma mulher que se sente bonita é realmente a mulher mais bonita do mundo".

Jean-François Jonvelle (França, 1943-2002), começou sua carreira como fotógrafo com 20 anos de idade. Trabalhou como assistente de Richard Avedon. Mais tarde, tornou-se independente trabalhando por conta própria, sempre rodeado de mulheres que ele amou. A sensualidade feminina está presente de forma marcante em sua obra, com técnicas simples e sem nunca usar o flash, abusando ao máximo da luz natural, Jean-François consegue transmitir toda beleza e espontaneidade na nudez discreta, poética. 




























Dica do leitor e amigo Adriano Trindade

Confira mais fotos aqui: http://www.jonvelle.com 

Por Gisele Ferran



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