terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo com a Demonia e Cia. !



Uma homenagem do SHE DEMONS, da Demonia & Coffin Souza para todos os leitores, amigos e colaboradores do blog e desejos de UM FELIZ ANO NOVO recheado de putarias, sacanagens deliciosas e nossos velhos amigos monstrinhos e monstrinhas!!!!

























              BOAS ENTRADAS PARA TODOS!!!!!!

                                             Gisele Ferran & Coffin Souza

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

HQs Eróticas e Engraçadas



Pequenas histórias em quadrinhos que misturam pornografia e humor, assinadas por Cristián Montez. Infelizmente não conseguimos nenhuma informação sobre o desenhista, apenas essas excitantes e muito bem humoradas HQs. Divirtam-se:




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Por Gisele Ferran

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Amor Zumbi : A Volta dos Mortos Vivos 3


A 20 anos atrás, o ocupado produtor/diretor Brian Yuzna (Re-Animator, Society, O Dentista, Rottweiller... ) juntou forças com o roteirista John Penney para criar um tipo de filme de zumbis totalmente novo. Apesar de ser a terceira parte de uma série, a história de um casal apaixonado em fuga e reflexões sobre a nossa natural dificuldade de aceitar a morte, criaram um clássico moderno, superior em alguns pontos ao filme original.




O jovem Curtis (J. Trevor Edmond) leva  secretamente sua bela namorada Julie (Mindy/Melinda Clarke) ao laboratório militar aonde seu pai está envolvido com experimentos para transformar mortos-vivos em armas.



 O casal testemunha a reanimação de um corpo apodrecido, e após um trágico acidente, Curtis volta a base com o cadáver de sua namorada e um plano desesperado. Ele é bem sucedido em restaurar a vida da garota, mas ela volta com a inevitável fome de carne humana.






 Diferente de outros zumbis, Julie parece manter sua consciência e amor por Curtis, e utiliza um artifício para afastar o desejo de devorar o amado:  corta e tortura/enfeita seu corpo com "body piercings" radicais (pedaços de vidro, metais, ganchos e argolas). Esta amálgama de sexo, morte e dor é o tema central de Return III, que foi concebido com o título original de "Zombie Love". 





A atuação de Mindy Clarke como a atormentada Julie é exemplar e ajudou a fazer o primeiro filme contado do ponto de vista de um zumbi. Sua auto-mutilação e reconstrução estética marca um dos primeiros crossovers entre o cinema de horror e o mundo da "body-modification".



Yuzna e John Penney haviam criado o personagem de Julie para ser uma figura impressionante e doce, mas foi Clarke que deu a tônica do filme. Penney relembra em uma entrevista: "Os elementos sexuais vieram com Melinda. Quando uma mulher como ela está a sua frente, você não consegue ignora-la. Ela era muito livre com seu corpo e incrivelmente sexy, o que levou o filme a uma direção que honestamente me pegou de surpresa."





Yuzna visitou clubes de fetichismo para aprender mais sobre tatuagens, scarification e piercings e contratou o maquiador Steve Johnson para criar o visual inimitável de Julie.
Outros gênios dos efeitos contribuíram para a criação dos mortos vivos torturados do filme, principalmente Screaming Mad George (que fez um trabalho notável com Yuzna em Society) e Wayne Toth.  



Um os zumbis impressionantes do filme aparece nas cenas iniciais, o corpo apodrecido, esquelético e fantasmagórico que é reanimado. Yuzna conta: "Eu queria utilizar um boneco, mas não estávamos conseguindo achar a forma certa. Então eu procurei a pessoa mais magra e frágil que eu pudesse contar e achei um sem-teto que vivia em um aeroporto. Nos intervalos das filmagens ele queria voltar para sua "casa" então o hospedamos em um hotel próximo."



Infelizmente o filme não teve a recepção e sucesso que merecia nos anos 90. A época era de transição dos Slashers e comédias de terror dos 80 para os filmes mais bem elaborados e o "boom" dos filmes de zumbis dos anos 2000.
O filme também teve problemas com a censura em diversas partes do mundo, como na África do Sul, aonde foi proibido com a alegação de conter "violência diabólica e sexual" !



Yuzna também cita outro motivo para o filme não ter sido um sucesso inicialmente "Nós sempre odiamos que Return of the Living Dead III não tenha tido seu título original. O fato de ter um III nele e parecer apenas mais uma continuação prejudicou sua própria identidade. Se ele se chamasse "Zombie Love", certamente teria tido um pouco mais de atenção inicialmente."




A maravilhosa Melinda Clarke infelizmente só apareceu em outros dois filmes do gênero, "La Lengua Asesina" (Língua Assassina, 1996) de Alberto Sciamma e em "Spawn- O Soldado do Inferno" (1997), tendo se dedicado quase que exclusivamente a séries de TV.



                                                                       Killer Tongue

Mas as coisas mudaram e "A Volta dos Mortos Vivos III" é hoje uma produção cultuada e estudada. De qualquer forma, ele é sem dúvida, um dos filmes do gênero mais subestimados de todos os tempos.



                                                                                                                   by Coffin Souza

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Nunsploitation: Capítulo 3, Versículo 1- As Freiras do Sol Nascente

Popular nos anos 70 em países de tradição católica, o Nunsploitation (ver Capítulo 1, Versículo 1) teve ótimos e ousados exemplares vindos do Japão. O "País do Sol Nascente" tem pouca influência da nefasta cultura cristã, mas o exotismo, a violência sexual e a mistura sagrado/profano levaram realizadores orientais a realizarem seus filmes do subgênero "maldito"!



 Ao tomarem uma religião minoritária como seu tema, tem sido sugerido que esses filmes orientais com freiras católicas "chocantes, perversos e descontroladamente blasfemos" são "uma forma de provocar a hipocrisia da religião organizada, sem atacar as crenças mais sagradas da sociedade em geral". E claro, ver freirinhas orientais nuas e torturadas...

Um dos primeiros e o maior clássico do Nunsploitation japonês foi "Seijû Gakuen" (nos Estados Unidos: "School of the Holy Beast", 1974) de Noribumi Suzuki. 




Após o misterioso assassinato de sua mãe, a jovem Maya (Yumi Takigawa) assume uma  nova identidade para se infiltrar em um convento (onde sua mãe se tornara freira) e descobrir a verdade. Lá encontra os horrores da repressão e do fanatismo religioso e acaba se defrontando com a inevitável Madre Superiora lésbica (Ryouko Ima) e com o doido padre Kakinuma (Fumio Watanabe).





 Em uma das cenas mais lembradas, a linda Maya é chicoteada nua pelas freiras com ramos espinhentos de rosas...



Uma obra prima sobre a jornada de uma garota em um mundo fechado e depravado com violência estilizada, ótimo trabalho de fotografia e câmera e muito erotismo.



"Shûdojô Runa no Kokuhaku" (Cloistered Nun: Runa's Confession, 1976) de Masaru Konuma conta a história da jovem Runa. Depois que sua irmã rouba seu namorado, Runa entra para um convento e é mandada para uma missão na África. Anos depois ela tenta ajudar a irmã e se casar, roubando e vendendo objetos do convento. As coisas se complicam com a presença do antigo namorado e a ambição de sua irmã.
Cenas de sexo em frente a um altar, crucifixo saltando em seios nus e a iniciação sexual de Runa dentro do convento.
Obviamente o catolicismo não é uma religião no Japão, muitos se sentem desconfortáveis com a "religião do estrangeiro"​​. Certamente, o estupro de Runa com o hábito rasgado por um reitor americano, parece ser altamente simbólico.


Uma combinação de Nunsploitation com gore apareceu em "Onna Gokumon-Chô: Hikisakareta Nisô" (Nuns That Bite, 1977) de Yûji Makiguchi. A jovem Omino (Hiroko Fuji) é estuprada por bandidos e depois vai parar em um convento cheio de freiras assassinas que odeiam os homens!







Um dos meus favoritos do gênero no Japão é "Shudojo: Nure Nawa Zange" (Wet & Rope, 1979) de Koyu Ohara com a maravilhosa Yuki Nohira.





 Estuprada por bandidos na noite de sua lua-de-mel, a jovem Miki (Nohira) é desprezada e agredida por seu marido por "esta vergonha". Ela acaba entrando para um convento, aonde as coisas parecem ser mais degradantes e violentas ainda. A Madre Superiora por exemplo, para conseguir mais dinheiro para o convento (e para ela), prostitui as freirinhas para um bando de bandidos, aonde Miki vai encontrar "antigos conhecidos"!



O diretor Ohara opta por uma crítica ácida e quase surreal ao catolicismo. Existe menos violência aqui, mas muitas cenas que beiram ao humor e coisas como freiras se masturbando com pães e um padre louco e tarado que vive em uma cela de grades como um animal!
 Vários filmes seguiram esta esteira, acrescentando sempre mais perversões e violências sexuais misturadas as convenções do cinema erótico japonês:
"Sister Lucia's Dishonor" (1978) de Koyu Ohara; "Nun: Secret" (1978) de Hiroshi Mukai; "Sister Luna" (1979) de Masaru Omuna; "Nun Story: Frustation in Black" (1980) de Nobuiaki Shirai;



 "Rope of Hell: A Nun's Story" (1981) de Mamoru Watanabe; "Convent Rope Hell" (1984) de Katsuhiko Fujii e "Eletric Bible: Sister Hunting" (1992) de Mamoru Watanabe...






                                                                     "Convent Rope Hell"


A fofuxa e peituda Mariko Morikawa, atriz de dezenas de vídeos-Pinku, estreou nos cinemas com o Nunsploitation "Kyonyû Shûdôin" (Big Tit Monastery, 1995) de Sachi Hamano. Uma versão bem humorada e sacana do gênero, unido com a tara japonesa por grandes peitões!




                                        AMÉM!!!!

                                                                                             por Monsenhor Coffin Gojira Souza
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