quarta-feira, 16 de julho de 2014

LInda Hayden: Beleza Diabólica


Nascida Linda M. Higgison, em Janeiro de 1953 em Middlesex, Inglaterra; esta linda gatinha britânica incendiaria o cinema fantástico com o nome de Linda Hayden sendo serva de Satã e noiva de Drácula.
Seu debut no cinema foi quente, com "Baby Love" (Boneca Amorosa, 1968) de Alastair Reid. 



Linda foi escalada para o papel principal: Luci, uma garota ninfomaníaca de 15 anos que seduz uma família inteira, inclusive uma mulher bem mais velha. "Eu me lembro que tinham mais de 500 garotas parar fazer o teste para o filme. Eu entrei decidida e com o apoio de minha família e fui escolhida. Isto foi maravilhoso, e eu só tinha 14 anos." 
(Linda Hayden em entrevista para a revista Femme Fatales)



Linda foi assediada com inúmeros convites para papéis similares em outros filmes de cunho erótico, mas optou por "Taste the Blood of Dracula" (O Sangue de Drácula, 1970) de Peter Sasdy.





 Linda foi a mais jovem da longa série de belas vítimas seduzidas pelo Drácula do veterano Christopher Lee. A bela loirinha faz  Alice Hargood ,uma adolescente cujo comportamento virginal e aristocrático se derrete sob a sedução do Conde e acaba atraindo outras vítimas para o vampiro . "Eu fiz o filme porque era uma coisa diferente. E foi bom fazer este personagem, porque apesar do tom erótico das cenas, eu não precisei tirar a roupa" (idem).





Linda Hayden teve seu principal papel com "Satan's Skin" (O Estigma de Satanás, 1971) de Piers Haggard, cujas críticas positivas a levaram para um status de deusa cultuada. 



Como uma Lolita paradoxalmente chamada Angel Blake, Hayden converte ao satanismo um grupo de jovens de uma pequena comunidade do séc.17. Ela também tanta seduzir um padre (em uma cena muito quente, que foi censurada  quando o filme foi lançado nos USA como "Blood on Satan's Claw") e incentiva um estupro seguido de assassinato.




Ela fez um papel secundário no thriller assustador "Something to Hide" ( Algo para Esconder,1972) de Alastair Reid com Peter Finch e Shelley Winters, sobre um homem casado que dá carona a uma bela jovem (Linda Hayden) e é envolvido em uma teia de violência e medo.



Escalada para uma pequena  ponta no thriller de terror "Nightwatch" (Vigília nas Sombras, 1973) de Brian G. Hutton com Elizabeth Taylor e Laurence Harvey.



 Ela conta: "Eu tinha que fazer um cadáver encontrado em um carro e achei isto engraçado! Era um trabalho de apenas dois dias, mas o diretor veio e me perguntou se eu não estava interessada em fazer cenas de flashback sobre minha personagem ainda viva. Aceitei e acabei ficando ocupada com o filme por 7 meses! No último dia de filmagem eu estava com o corpo coberto de sangue para a cena em que apareço no necrotério. A cena foi filmada em um necrotério de verdade e quando acabou, eu saí maquiada pela estrada assustando todo mundo que passava..."




Em "Madhouse" (A Casa do Terror, 1974) de Jim Clark, Linda vive a aspirante a estrela Elisabeth, que tenta seduzir o veterano e perturbado astro do terror Paul Toombs (Vincent Price) para conseguir um papel em um filme com ele.



 "Eu sempre tive seios pequenos, então o pessoal da maquiagem resolveu dar um jeito nisto e inflaram meus peitos com maquiagem e me colocaram em um vestido muito curto. Era a cena em que eu entrava no quarto aonde Paul Toombs/Dr.Morte estava dormindo e o acordava sedutoramente. O diretor gritou ação e eu entrei lentamente e me posicionei bem em cima de Vincent. Ele abriu os olhos e viu meu novo par de peitões! Ele não estava preparado e se assustou e começamos a rir feito loucos e tivemos que refazer a cena."



Linda se juntou as estrelas da Hammer Veronica Carlson e Freddie Jones para a comédia de terror "Vampira" (1974) de Clive Donner. Comumente descrito como uma cópia do sucesso "O Jovem Frankenstein" ( ele foi realizado antes, mas relançado nos USA como "Old Dracula" para aproveitar o marketing do filme de Mel Brooks); trazia o comediante David Niven como um envelhecido Conde Drácula, envolvido com as "coelhinhas da Playboy" e com o drama de sua esposa ter ficado negra depois de uma transfusão errada de sangue.




 Linda é Helga, que é vítima do conde e claro, se transforma em uma linda vampirinha...



"Exposé" (The House on Staw Hill/Trauma, 1976) de James Clarke, é  um violento thriller estrelado por Linda e pelo ator cult Udo Kier. Kier é um escritor que se vê as voltas com sua nova secretária (Linda),  na verdade  uma mulher que procura uma vingança sangrenta por considera-lo responsável pelo suicídio do marido dela.




 Linda e Kier tem boas atuações, mas o filme foi, segundo a atriz, mutilado na sala de edição pelo produtor Paul Raymond (dono de diversas boates de Strip tease em Londres), mais interessado nas (diversas) cenas de sexo e nudez.

Ela teve várias cenas de nudez na pornochanchada adolescente "Confessions from a Holiday Camp" (1977)...



Linda Hayden e outra Hammer Girl, Valerie Leon, estiveram em "Queen Kong" (1978) de Frank Agrama, uma tentativa de parodiar o clássico King Kong com uma história reversa (gorila fêmea gigante apaixonada por ator). Piadas absolutamente sem graça e péssimos efeitos o transformaram em um super-trash! E Linda aparece como uma freira-cantora em um avião...cena que parodia "Aeroporto 1975"...



A macaca tarada e...



                                                             ...a freirinha cantora...

Depois de uma ponta em "The Boys from Brazil" (Meninos do Brasil, 1978) de Franklin J. Schaffner, Linda acabou se afastando do cinema, se dedicando ao teatro e a televisão na Inglaterra e no Canadá. Ele retornaria ao terror para uma ponta de luxo em "Stalker" (2010) de Martin Kemp, uma refilmagem modernizada do filme que ela odeia..."Exposé"!






                                                                                                                

                                                                                                             by Coffin Souza




Um comentário:

  1. mais uma fantástica homenagem a mais uma atriz que além de bonita é talentosa ,pena que ela desapareceu da telona do cinema para continuar nos agraciando com charme e beleza.Valeu por mais esta homenagem a mais um ícone do cinema de terror .Um Abraço de Spektro 72.

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