sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Bathory : A Condessa Sangrenta (Parte 2)



A Condessa voltou e apareceu nos dias atuais no policial de terror-trash "Bloodbath" (1999) de Dan Speaker e Kim Turney. Policias de Los Angeles investigam o desaparecimento de uma atriz de filmes B, e acabam por topar com a vampira Bathory ( Susanna Devereux), escondida sob a identidade de Elizabeth Bartholomew...



O sempre picareta e divertido Fred Olen Ray, realizou um novo embate do lobisomem Waldemar Daninsky (Paul Naschy) com sua inimiga vampira Condessa Erzabeth (Michelle Bauer) em "Tomb of the Werewolf" (2004). 



Na produção barata direto para o vídeo, a Condessa faz um pacto com o diabo para manter a juventude através do sacrifício de belas mulheres. Nos dias de hoje, uma equipe de TV acaba acordando o lobisomem de sua tumba, e ele é um antigo servo amaldiçoado pela vampira maldita!


"Eternal" (Eterno, 2004) de Wilhelm Liebenberg e Federico Sanchez, é um filme canadense que procura atualizar o mito, mantendo a aura sexual da personagem.



Raymond Pope (Conrad Pla) é um detetive de moral duvidosa, em busca de sua esposa desaparecida. Sua investigação o leva a um site de encontros na internet, e até a nobre e enigmática Elizabeth Kane (Caroline Néron). Sob os olhares fascinantes e maneiras aristocráticas de Elizabeth, se esconde um terrível segredo, compartilhado por sua companheira Irina (Victoria Sanchez), e logo, corpos começam a vir à tona. Pope cai na sedução das mulheres e acaba em uma festa à fantasia em Veneza, aonde descobre que a sedutora vampira Elizabeth, prepara o sacrifício de várias jovens para manter sua beleza e juventude...



"Night Fangs" (2005) de Ricardo Islas, conta a história de uma professora de arte lésbica (Leslie Frank), e sua amante mexicana Lupe (Cyn Dulay), que são obcecadas com a vida eterna. Elas seguem o diário da "condessa sangrenta" Bathory (Marina Muzychenko)  e começam a matar jovens virgens em busca de sangue. O namorado de uma de suas vítimas decide se vingar...





"Demon's Claw" (2006) de Lloyd A. Simandl, mostra um grupo de mulheres que estuda um castelo medieval e são enviadas de volta no tempo, e direto para as garras (ou melhor, presas!) de Elizabeth Bathory (Kira Reed Lorch).





"Meamorphosis" (2007) de Jenö Hodi :  
No século XVII, enquanto a Hungria está lutando contra os turcos, a população de uma pequena aldeia nas montanhas dos Cárpatos enfrenta a maligna Condessa Elizabeth Bathory (Adél Kóvats), acusada de beber e tomar banho no sangue de mulheres virgens. 



 O Conde Contantine Thurzo (Christopher Lambert) aprisiona a condessa na torre de um mosteiro e leva sua filha para morar com ele. Nos dias atuais,  o jovem Keith (Corey Servier) está escrevendo um livro sobre a Condessa Elizabeth Bathory e viaja através da Hungria  pesquisando sua vida. Enquanto tenta encontrar o mosteiro, ele conhece a bela e sedutora Elizabeth Bathroy (Irena A. Hoffman), que  o orienta  para o local. Keith e Elizabeth se apaixonam e ele descobre que ela é a filha da Condessa e que combate um clã de vampiros (liderados por Thurzo) que eliminaram sua mãe.


O divertido trash "Blood Scarab" (2008) de Donald F.Glut, apresenta Elizabeth Bathory (Monique Parent) como a ex-companheira do Conde Drácula (Tony Clay), vivendo e fazendo vítimas em Los Angeles. 




Quando uma feiticeira egípcia ressuscitada e seu companheiro mumificado aparecem em um museu local, o confronto das criaturas é eminente. Somente o velho servo de Drácula, Renfield (Bruce Barlow) pode acabar com a ameaça...



O tcheco Lloyd A. Simandl, volta ao tema com o exploitation "Blood Countess" (2008), mostrando um dia típico da condessa (Andrea Nemcova) : Banhando-se em sangue de virgens, torturando alguns homens, escrevendo um diário...









Sua continuação "Blood Countess 2 : The Mayhem Begins" (2008) de Lloyd A. Simandl, trás Kristina Urinova no papel principal e muita ação sexual, incluindo lesbianismo, dildos, e algum vampirismo...



"Bathory" ( Condessa de Sangue, 2008) de Juraj Jakubisko, se propõe a ser uma biografia de Erzsébet Báthory (Anna Friel), mostrando-a como uma mulher batalhadora e protetora, que cai vítima de uma intriga política sendo transformada em um monstro aos olhos do povo.



 Boa produção épica, criticada somente por diversos momentos cômicos protagonizados por uma dupla de monges que tem a missão de espionar a condessa...




Outro drama biográfico sobre ela foi produzido na Alemanha com mais recursos, cenários, vestuário luxuoso e elenco internacional; "Die Gräfin" /"The Countess" ( A Condessa, 2009) de Julie Delpy.



 A diretora/roteirista assume o papel da nobre que embarca na loucura para preservar sua beleza e poder e manter a paixão de seu jovem amante Istvan Thurzo (Daniel Bruehl). No elenco, o americano William Hurt e a romena Anamaria Marinca.



Um monstro-humano, uma vítima de complôs políticos-econômicos, ou ambos? O mistério sobre a Condessa continua até hoje. Vamos a mais fatos sobre a personagem histórica encontrados em nossa pesquisa:


-Erzsébet  era filha de Anna e George Báthory .

-Pelo lado de sua mãe, ela era parente de Stephen Báthory, rei da Polônia.

-Seu casamento com Ferencz Nadásdy transformou o casal no mais poderoso e influente da Hungria. A riqueza do casal superava a do rei da Hungria.

-Ferencz Nádasdy era um guerreiro impressionante e ficou conhecido como "A Nuvem Negra da Hungria"

-Apesar da  crença popular, Elizabeth adorava o marido e o poder que veio por estar casada com ele, mesmo que ele ficasse fora por até 10 meses por ano lutando contra os turcos.




-Ferencz e Elizabeth tiveram quatro filhos. Dois morreram na infância, Andrew e Ursula, enquanto duas crianças sobreviveram, Anna e Paul. Anna morreu mais tarde na idade de 23, pouco depois de ser casada.

-Existe supostamente em arquivos de Budapeste, um diário de Elizabeth, detalhando todos os crimes que ela cometeu. No entanto, muito poucos estão autorizados a vê-lo, e como há requisitos rigorosos para acessar o diário e ele está escrito em húngaro antigo, a tradução é difícil.

-No tempo em que Elizabeth governou e viveu, nobres húngaros foram autorizados a punir seus servos por qualquer meio que bem entendesse, até mesmo a morte. Eles não foram punidos por nada disso. Mesmo György Thurzó, o homem que mais tarde prendeu e julgou os servos de Elizabeth, era conhecido por bater em seus servos a ponto de matá-los.

-Elizabeth nunca foi realmente levado a julgamento. Thurzó sabia que se o fizesse, ela teria o poder ao seu lado devido ao sua riqueza e influência. Ao invés disso,ele interrogou  os seus servos, obtendo as confissões através de tortura, e 3 dos 4 deles foram condenados à morte. Dois tiveram seus dedos arrancados com pinças e jogados vivos no fogo. O servo Ficko  (que colaborou voluntariamente) escapou das torturas  e foi decapitado antes de ser jogado no fogo. Apenas um escapou da pena de morte, o seu destino não é conhecido e documentado.

-Elizabeth permaneceu sob prisão domiciliar, confinada em um quarto por 3-4 anos, com  comida e água empurradas através de um buraco na parede. Ela morreu no chão da sala, com a idade de 54 anos.

-Todos Depoimento sobre os crimes dos condessa eram rumores, boatos e confissões de servos torturados.


-Thurzó disse que quando ele invadiu o castelo, testemunhou a condessa batendo uma menina até a morte durante o roubo de um pêra e alegou que ele tinha duas testemunhas com ele. No entanto, suas testemunhas estavam em outras partes da Hungria, durante o ataque ao castelo. 





                                                                                                                        by Coffin Souza

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...