segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Diana Dors : Beleza, Sensualidade e Talento




Diana Dors nasceu Diana Mary Fluck em 23 de outubro de 1931, em Swindon, Wiltshire, Inglaterra.  O desejo de Diana de ser atriz, começou aos 8 anos, quando sua mãe a levou ao cinema. Educada em Colville House,  suas heroínas foram as atrizes de Hollywood Veronica Lake, Lana Turner e Jean Harlow.  Fisicamente, Diana cresceu rápido: aos 12 anos, ela parecia e agia como uma adulta.



 Aos 13 anos participou de seu primeiro concurso de beleza, e aos 14 foi matriculada na Academia de Londres de Música e Arte Dramática (LAMDA), se tornando a estudante mais jovem da escola até então. Sua primeira ponta nas telas foi em "The Shop at Slay Corner" (1947), seguido por "Bailando com o Crime"  e "Cupido em Férias", no mesmo ano. Ela tinha apenas 16 anos, mas escondia a idade dos produtores, fingindo ser maior para conseguir os testes. Em 1948 ela apareceu em nada menos do que seis filmes; seu melhor papel foi o de Charlotte no clássico Oliver Twist (1948) de David Lean.  Ao longo da década de 50, ela apareceu em muitos filmes e foi promovida como a "Marilyn Monroe Inglesa", graças ao seu cabelo loiro e a suas formas mais do que perfeitas! 



Dors conheceu Dennis Hamilton Gittins  em maio de 1951 durante as filmagens de "Lady Godiva" e se casaram cinco semanas mais tarde. Diana manteve sua fama e carreira como "sex symbol" , o que ajudava muito nas bilheterias. Ela era uma ótima atriz, muito mais do que os seus papéis mostravam, e seu marido parece ter influenciado suas escolhas nesta época. Em 1954, Hamilton teve a ideia de explorar a moda das fotos com tecnologia 3D .
Ele contratou o fotógrafo Horace Roye para tirar uma série de fotos nuas e semi-nuas de Dors, que posteriormente foram publicadas em duas formas.



 As imagens semi-nuas como "Diana Dors in 3D: The Ultimate British Sex Symbol" , com as fotos vendidas juntamente com um par de óculos 3D. As fotografias de nudez completa tornaram-se parte do livreto "London Models" de Roye.






Após sua separação de Hamilton em 1958, Dors descobriu que sua empresa Diana Dors Ltd estava em dívida séria. Hamilton tinha dirigido a empresa para o duplo objetivo de divulgar a sua esposa e ajudar a si mesmo, desviando dinheiro de forma "legal".  
 Precisando de dinheiro para pagar os seus advogados, as custas do divórcio e seus contadores, ela concordou com a sugestão do agente Joseph Collins para realizar uma turnê de cabaré em teatros, intitulado "a Diana Dors Show ".
Entre o final dos anos 60 e metade dos 70, Diana estrelou uma série de filmes de terror, sendo o primeiro, "Berserk !" (Espetáculo de Sangue, 1967) de Jim O'Connolly, com produção de Herman Cohen. 



Um circo dirigido por Monica Rivers (Joan Crawford) e Dorando (Michal Gough), é alvo de várias mortes misteriosas e sangrentas. Diana Dors é a sensual Matilda, que tenta seduzir o equilibrista Frank (Ty Hardin), amante de Monica. Durante seu show ("a mulher serrada ao meio"), uma falha no equipamento especial provoca a morte de Matilda, cortada por uma potente serra!



 Foi a segunda vez que Diana desempenhou uma performer de circo que acaba cortada ao meio por uma serra elétrica. A primeira vez ocorreu em 1962, em "O Aprendiz de Feiticeiro" episódio da série " Alfred Hitchcock Presents"...um episódio proibido de ser exibido na época e que ficou muitos anos desconhecido. 



                                 Diana e a serra mortal em Alfred Hitchcock Presents...

Diana passou a ter sérios problemas com a balança, mas curiosamente, seu desempenho em frente as câmeras foram ficando cada vez melhores. A ex-símbolo-sexual, passou a ser muito respeitada agora como atriz, desempenhando papéis mais maduros, com uma eficácia difícil de igualar.
Ela se destacou como a ex-esposa do personagem de Peter Sellers na comédia "Caiu Uma Moça na Minha Sopa" (1970); esteve no elogiado drama-romance de Jerzy Skolimowski  "Ato Final" (1970, foto abaixo), e participou da fantasia /musical/infantil "A Lenda da Flauta Mágica" (1972), com John Hurt e Donald Pleasence.



Ela foi Anna Harb, ao lado de Peter Cushing e Christopher Lee em "Nothing But the Night" (Terror na Penumbra", 1973) de Peter Sasdy. 



Acidentes misteriosos provocam a morte de administradores de um orfanato e depois as próprias crianças. Um coronel da polícia (Lee) e um supervisor de psiquiatria (Cushing), investigam e descobrem um terrível segredo...As crianças estão sendo possuídas por espíritos de adultos mortos!



Primeiro e único filme produzido pela produtora de Christopher Lee (Charlemagne Productions ), este mistério/horror, trás Diana como Myra, uma ex-prostituta, mãe de uma das garotas do orfanato e assassina louca...



No mesmo ano, ela participou de um clássico de Vincent Price "Theatre of Blood" (As 7 Máscaras da Morte, 1973) de Douglas Hickox. 



Price é o enlouquecido ator teatral Edward Lionheart, que se vinga de um grupo de críticos que arruinaram sua carreira, utilizando situações das peças de William Shakespeare. Diana é Maisie Psaltery, que é assassinada por seu ciumento marido Solomon (Jack Hawkins), como em "Othello"...






Na antologia da Amicus, "From Beyond the Grave" (Vozes do Além, 1974) de Kevin Connor, Diana participa do episódio "An Act of Kindness".



 Ela é Mabel, esposa mandona do fracassado Christopher (Ian Bannen), que não a ama e despreza o filho pequeno dos dois.



 Ele rouba uma medalha militar de um antiquário (Peter Cushing) para impressionar o soldado veterano Underwood (Donald Pleasence) e acaba se envolvendo com sua estranha filha Emily (Angela Pleasence). Emily fabrica uma pequena boneca de Mabel e pede para Christopher corta-la com uma faca, provocando assim a morte de sua mulher... 




Seu último terror nesta fase foi o trash "Craze" (Quando o Sexo é Loucura, 1974) de Freddie Francis. 



Jack Palance é Neal Mottram, um antiquário enlouquecido que sacrifica mulheres para um antigo ídolo africano chamado Chuku. Dors vive Dolly Newman, antiga namorada de Mottram, alcoólatra e que serve como álibi para alguns de seus crimes. 
Sua elogiada performance contrasta com as caretas exageradas do divertido canastrão Palance...





Diana voltou ao terror via televisão. Ela atuou no episódio "Children of the Full Moon" (1980) de Tom Clegg, parte da série "Hammer House of Horror". Ela é a Sra Ardoy , zeladora de uma casa velha e assustadora no coração da floresta, aonde chega um jovem casal com problemas com o carro.



 Chegando a noite, a dupla começa a experimentar sonhos mútuos sobre um bando de lobisomens rondando a região. Os sonhos, é claro, não são inteiramente o que parecem ... e por falar nisso, nem sua anfitriã.



Também para a TV foi a adaptação do clássico de Robert Louis Stevenson "Dr.Jekyll and Mr. Hyde" (As Duas Faces do Terror, 1980) de Alastair Reid, com David Hemmings no papel duplo e Diana como Kate Winterton.





 Depois de filmar "A Sauna" , de Joseph Losey, Diana foi diagnosticada com um avançado câncer no estômago.
Os britânicos ficaram tristes quando chegou a notícia de sua morte aos 52 anos em 4 de maio de 1984, em Windsor, Berkshire, Inglaterra. Mais consternado ficou seu último marido, o ator Alan Lake, com quem vivia desde 1968. Alan cometeu suicídio no dia 10 de outubro do mesmo ano. Data que marcava seu primeiro encontro com Diana...





                                                                                                           by Coffin Souza

Um comentário:

  1. Sou apaixonada por esse blog, não lembro ao certo como achei ele, mas visito todos os dias.Por favor, nunca pare de postar, Titio <3

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