sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Lolitas de Bicicleta


                   "Eu queria ser, o banquinho da bicicleta..."  ("Selim", Raimundos, 1994)



O TheFiXFiXFIX foi iniciado como um projeto de construção de um entusiasta da bicicleta , que passou a gostar de tirar fotos . Depois das fotos fazerem sucesso  no Flickr, surgiu o site com objetivo de promover as fotos, os modelos, e mostrar que bicicletas não são apenas um meio de transporte, mas são acessórios de moda, arte e até mesmo objetos de desejo. Principalmente quando essas bicicletas estão em fotos com garotas sensuais com ar de inocentes e despreocupadas. É exatamente o que o site explora: uma combinação perfeita entre bicicletas e garotas. Os ensaios tem uma temática variada e nos apresentam garotas que lembram “Lolitas”, passando por esportistas e  algumas cheias de estilo que lembra Suicide Girls. Abaixo algumas fotos do site:










































Site: http://www.thefixfixfix.com/
 
Por Gisele Ferran 





quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Nós Amamos Jesus!!!




OK! Você pode reclamar: "Jesus Franco novamente??? "...
Sim! Um dos cineastas mais citados aqui no She Demons Zine (juntamente com Jean Rollin, Fred Olen Ray e  Jim Wynorski), e um dos nossos favoritos de todos os tempos. Portanto, já era hora de dedicarmos um tributo ao grande mestre espanhol do Terror, Sexploitation, Comédia, Policial, Ficção Científica...



" Se Jesus Franco tivesse nascido na Idade Média, então os irmãos Lumiére também teriam que ter nascido na mesma época para abençoarem a Terra com a sua invenção chamada Cinema. Franco sem estar trabalhando em um filme, é algo completamente impensável!  Como eu me acostumei a vê-lo trabalhar com sua câmera nos ombros - porque ele mesmo fazia o trabalho de câmera em seus filmes - eu tinha a impressão que eles eram um ser só, muito estranho, uma criatura com duas cabeças e três olhos, a união inseparável do cérebro e da arte do cinema."

(Howard Vernon (1914-1996), ator fetiche de Franco, no prefácio do livro "Obsession-The Films of Jess Franco" de Balbo, Blumenstock, Kessler e Lucas, 1993)




Nascido Jesús Franco Manera, em Madri, Espanha, filho de um cubano e uma mexicana. Na época de estudante, o jovem Jesus era ótimo em literatura, filosofia, música e direito. Mas era a Sétima Arte a sua maior paixão e ele estudou em institutos cinematográficos de Madri e Paris e iniciou sua carreira como crítico de cinema e autor de literatura popular. Começou na indústria do cinema como assistente de direção de diversos diretores espanhóis e logo já estava escrevendo roteiros de aventuras e realizando curta-metragens. 



" Os cineastas que eu mais admiro? Bem, 48 diretores americanos que fizeram filmes entre os anos 30 e os anos 70..." (Jess Franco em 1968)

O primeiro longa metragem escrito e dirigido por Jesus foi "Tenemos 18 Años" (1959), uma aventura adolescente que misturava comédia, fantasia, musical, policia e terror. Em sua carreira de mais de 200 filmes, Franco transitaria por todos os gêneros e (quase todos) os sub-gêneros do cinema, quase sempre misturando-os.



"O mais prolífico dos diretores do Euro- Cult, Jess Franco escreveu e dirigiu pelo menos 200 filmes em uma carreira que durou 57 anos - 1955 e 2013. Franco era um cineasta compulsivo com uma filmografia espalhada que apresenta um grande desafio para os estudiosos e historiadores de cinema como Stephen Thrower, que estão tentando impor alguma ordem na produção do diretor. Muitos de seus filmes foram cortados, remontados e renomeados, com cenas de sexo hard-core adicionadas ou removidas, dependendo dos caprichos dos distribuidores. Franco inseriu cenas idênticas de seus próprios filmes em diferentes obras que dirigiu. Seus filmes passaram a se referir cada vez mais ao seu trabalho anterior. Franco criou seu próprio universo, sua própria mitologia. Em seus primeiros filmes, Franco era capaz de dirigir com uma construção clássica e elegância cinematográfica que diminuiu como a velocidade com que ele foi aumentado o ritmo de produções."
                                                          (Diabolique Magazine)



"Eu sinto que o cinema deve ser como uma caixa de surpresas, como uma caixa mágica. E nesse mundo, não é permitido entrar o que não seja do espirito de "Surpresa!!!"  Não no espírito de " Agora você entende os problemas da sociedade em 1947... ".  Não, eu não dou a mínima para isso. Eu acho que  fazer cinema deve ser como fazer mágica, uma surpresa, isso é tudo. É por isso que, para concluir, eu adoro fazer filmes. . . e histórias." (Franco)



"Depois de assistir um filme de Jesus Franco, alguém pode ficar em dúvida se testemunhou a maior fraude do século ou uma obra-prima...tentar uma resposta para isto em poucas linhas é como tentar decidir se o cinema é arte ou indústria, ou se seus filmes eram feitos para o público em geral ou para um pequeno grupo de "iniciados". Os filmes de Franco são como enigmas, e para estuda-los é preciso montar um quebra-cabeças que foi constantemente desfeito pelo comercialismo de alguns produtores, pela censura e por outros "cineastas" que desdenharam seu trabalho.



Franco inventou um mundo particular com mistérios inspirados em Gaston Leroux, contos macabros à la Edgar Allan Poe - incluindo diversos filmes de horror em preto & branco, sendo o mais famoso deles, o clássico "Gritos en la Noche" de 1962 - filmes baseados em obras do Marquês de Sade misturados desordenadamente com musicais e adaptações, ou melhor releituras, de personagens da literatura como Fu-Manchu, o monstro de Frankenstein e Drácula, além de personagens reais como Jack o Estripador e o inquisidor Lorde Jeffreys...tudo decorado com uma grande série de filmes eróticos aonde todos estes elementos também são encontrados.




Franco além de ter um grande conhecimento sobre cinema, também é um músico treinado - ele começou sua carreira paralela de músico profissional nos anos 50 - e um grande fã de Jazz. Ele compôs músicas para a maioria de seus filmes."
     (Lucas Balbo em "Jess Franco: Les Franco Folies", 1994)




Franco utilizou diversos pseudônimos para assinar suas obras - Jess Franco, Clifford Brown, Frank Hollman, Dan L. Simon, James P. Johnson ( um pianista de Jazz americano que ele gostava), Lennie Hayden, A.L. Mariaux, J. Frank Manera, , A.M. Frank, Jess Frank - o que as vezes torna difícil rastrear suas obras.



                                                                    Soledad Miranda 


"Mas eu nunca fiz um filme pensando que eu ia ganhar o Grande Prêmio em Cannes. Nunca. Eu sempre pensei que seria mais bonito os meus filmes serem exibidos nos cinemas nos subúrbios e a casas estarem cheias de pessoas desfrutando-os. Aqui está. Isso é mais que suficiente. Não há mais nada." (Jésus Franco)



                                                      Lina Romay, esposa e musa...

Na década de 1970, Franco, junto com Luis Buñuel, foi declarado um dos cineastas mais perigosos para os fiéis da Igreja Católica. Ao saber disso, Buñuel ficou interessado em conhecer Franco, e disse isso ao seu freqüente colaborador Jean-Claude Carrière, que era, aquele  o momento de desenvolver um roteiro com Franco. Carrière apresentou um ao outro. O roteiro nunca foi escrito...



"Eu acho que um censor é uma espécie de ditador. A coisa é tão antiquada. Eles tentam cortar nossas asas. É uma dor na bunda. Eu odeio isso. Eu gosto de liberdade. Eu sempre gostei de liberdade. Deixei  a Espanha por que eu gostei da liberdade. Alguém que me diz: " Você tem que parar com isso, porque você pode ser morto! " , Foda-se !  Quando eu eu deixei a Espanha pela segunda vez por causa disso, e eu fui ver o chefe da censura eu lhe disse: "Você sabe  por que eu estou deixando este país ?  Porque você está aqui ! Você é um idiota! Você me irrita e estou indo embora." Então eu saí e tomei meu avião. O que significa tudo isso ? Quem julga ? Quem é o juiz? Quem decide ? Quem tem a verdade? Quem detém a verdade com um " V" maiúsculo ? Ninguém ! Então não há nada pior do que  a besteira de querer cortar as asas das pessoas."  (J. Franco)



" O erotismo está na nossa essência. Eu comecei a fazer filmes eróticos quando eu sai do país e fiquei livre, não antes, porque eu tentei e me proibiram e cortaram. Num filme, eu acho que você tem é que quebrar tabus. Por que você e eu aqui? Porque os nossos pais fizeram uma relação erótica e sexual e nos  inventaram na Terra. Então, como não vai ser essencial? A chama que me fez nascer, eu considero fundamental...


















...Não podemos renegar o sexo, nem ter vergonha, nem considerar imoral ou pecaminoso, ou ... não me foda! Que tipo de mundo em que vivemos? Então, Picasso, o que era? Um pornógrafo? Ao pintar uma mulher de pernas abertas, com a buceta aberta, o que era? Arte, pois então..."

(Franco em entrevista para o site Cine Fantastico.com em Setembro de 2000)








"Você não viu um filme de Franco até que você tenha visto todos eles"                   
              (Tim Lucas, Video Watchdog Magazine # 1, 1990)
                                                                                                                   
                                                                 
Por estas e outras centenas de razões é que nós Amamos Jesus!!!!!!

            (...e, Sim! ainda vamos falar muito dele!)                                       
                                                                                                                  
                                                                                                                         By Coffin Franco Souza






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