segunda-feira, 27 de junho de 2016

Selfies Surreais, Divertidos e Macabros de Izumi Miyazaki





Izumi Miyazaki é uma jovem fotógrafa-artista japonesa (20 anos, mas começou aos 17...), especializada em auto-retratos- que na era dos Smartphones são chamados de Selfies.  
Com esta "febre" de vários anos, parece impossível para qualquer um encontrar uma maneira de inovar na execução das fotos, mas Izumi Miyazaki tem criatividade sobrando. Seus auto-retratos são uma prática de humor negro e estranho , muitas vezes puxando ao absurdismo e surrealismo. Ela sempre evita sorrir em suas fotografias como uma forma de expressar a sua solidão e talvez a dificuldade de uma geração sempre conectada, em viver no mundo real...Vamos a um pouco de sua arte:





















































...mais sobre seu trabalho em: http://izumimiyazaki.tumblr.com/



quinta-feira, 23 de junho de 2016

Porto Alegre Canibal : Sexo & Morte na Rua do Arvoredo




"A casa dele — um sobrado que ficava atrás da antiga Matriz, na rua do Arvoredo, hoje Fernando Machado. Ali ocorreu o primeiro latrocínio de Porto Alegre, segundo registros da época. Pior que isso, nos fundos da Igreja da Matriz (onde hoje resiste bravamente a Catedral) ficava o cemitério da cidade. Como a chuva amiúde lavava o terreno, não era raro encontrar fêmures e caveiras rolando sorridentes pela rua do Arvoredo. Como ninguém queria alugar aquela casa, Ramos e Catarina se mudaram para lá, transformando aquele pardieiro refugado pela sociedade no seu ninho de amor e lascívia. Era ali, naquele ambiente íntimo, que eles matavam as suas vítimas, com requintes de crueldade..."






   A LENDA URBANA: 
Os crimes cometidos por José Ramos e sua mulher, Catarina Palsen, moradores do nº 27, da rua do Arvoredo (atual Rua Fernando Machado) deixaram a província em polvorosa. O proprietário do açougue da província de Porto Alegre  esquartejava, descarnava, fatiava e guardava as  suas vítimas em baús (os ossos seriam desmanchados em ácido), moendo-as aos poucos e transformando-as nas famosas linguiças (chamada Linguiça Especial), que eram vendidas em seu açougue e faziam bastante sucesso. 

"A cidade está devorando a cidade" (David Coimbra, em "Canibais: Paixão e Morte na Rua do Arvoredo) 




A PESQUISA E O PROCESSO:
Décio Freitas faz no livro "O Maior Crime da Terra: O Açougue Humano da Rua do Arvoredo"  uma pesquisa histórica sobre a realidade do episódio, apesar de conter muitas lacunas, uma vez que dos três processos realmente movidos, dois desapareceram.  Claramente se vê o desejo de abafar o caso, o inquérito transcrito em nenhum momento menciona o fato das vítimas serem transformadas em linguiças.Catarina contou a policia todos os fatos e os detalhes de como as vitimas eram mortas e o que faziam com elas,Mas no processo, simplesmente ignoraram estes "detalhes".


 O caso veio à tona somente após o desaparecimento de um rico português, apesar de várias queixas já terem sido realizadas. O delegado Dário Callado iniciou uma investigação pressionado pelo poder, pois José Ramos era seu informante, e isso denotava muito contra a política da província.
Segundo  depoimentos, Catarina atraía as vítimas utilizando sua beleza, e, com sexo e luxúria deixava-as prontas para que José as assassinasse. Isto era feito com uma machadada no centro da cabeça, seguido por degola.

O processo transcrito no livro foi justamente o da morte de Claussner, que foi encontrado enterrado no pátio da casa da Rua do Arvoredo, ou seja, este não foi transformado em linguiça.
O autor conclui dizendo que nenhuma pesquisa é finda, pois estão sempre descobrindo documentos e outros que acrescentam sempre algum detalhe. Disse ainda que o seu trabalho foi realizado com documentos de 1948, e ressaltou a importância do arquivo histórico do Rio Grande do Sul. 







 Foi no ano de 1864 que as autoridades descobriram os assassinatos cometidos por um morador da Rua do Arvoredo e da sua mulher, que atraía as vitimas no Beco da Ópera (atualmente a Rua Uruguai), os levava pelo velho beco do poço até a rua da igreja (atual Rua Duque de Caxias) e por fim até a casa deles, um sobrado que ficava atrás da antiga matriz, aonde ainda nessa época existia o cemitério da cidade e atualmente reside a Catedral.  O local já era considerado assombrado...Catarina fazia sexo com a vítimas e depois José as matava...




A CENA DO CRIME:

Em 18 de abril de 1864, a polícia de Porto Alegre deparou-se com uma cena de crime horripilante: no porão de uma casa  na Rua do Arvoredo, estavam enterrados os pedaços de um corpo humano já em avançado estado de decomposição. O cadáver havia sido retalhado, com a cabeça e membros separados do tronco, e este, por sua vez, repartido em vários pedaços. A vítima foi identificada: era o alemão Carlos Claussner, dono de um açougue na Rua da Ponte . Ao examinar um poço desativado no terreno dos fundos da casa, a polícia encontrou os corpos do taverneiro Januário Martins Ramos da Silva e de seu caixeiro, José Ignacio de Souza Ávila, de apenas 14 anos, igualmente esquartejados. As buscas no poço prosseguiram, tendo a polícia encontrado ainda o cadáver de um cachorrinho preto, rasgado da garganta ao ventre. A motivação dos crimes era evidente: Ramos e Palse mataram para se apossar dos bens de suas vítimas, com exceção do caixeiro e do cãozinho, que foram mortos como queima de arquivo





OS PERSONAGENS:
Catarina era húngara,nascida na região da Transilvânia (!!) e quando da invasão dos soldados russos, foi violentada em série por um pelotão inteiro. Casou-e com Peter Palse e emigrou para o Brasil, mas seu jovem esposo enforcou-se durante a viagem. Conheceu então José Ramos, homem bem apessoado, que gostava de teatro e ópera.



José Ramos nasceu em Santa Catarina, filho de um português e uma índia ( Manoel Ramos e Maria da Conceição). Um dia, ao defender a mãe de uma agressão, acabou matando o próprio pai.
  Obcecado por ser parricida, seguiu matando, pelo desejo e satisfação da degola.




Fugiu em 1861 para Porto Alegre (então, Província de São Pedro), onde se estabeleceu como soldado da Polícia. Devido a sua extrema truculência ( e por ter tentado matar um preso célebre- Campara, "o Robbin Hood dos Pampas") foi demitido, permanecendo no entanto como informante. No mesmo ano conheceu a bela Catarina,e o casal foi morar junto, numa casa localizada na Rua do Arvoredo, em frente ao cemitério da cidade na época, onde hoje é a Cúria Metropolitana. O terreno onde a casa existia, abriga a nova casa de número 707, na atual Fernando Machado.



                              
                                           Rua do Arvoredo...ontem & hoje...                                                                                                                 
                                                         
                                                             ...a casa atualmente...

Em 1863, José Ramos conheceu Claus Gottlieb Claussner (conhecido como Carlos), um alemão dono de um açougue na Rua da Ponte ( hoje Rua Riachuelo ). Ficaram amigos e  Claus passou a ensinar a Ramos o ofício de açougueiro. Ramos confessou mais tarde para o amigo seu instinto assassino, e decidiram formar uma “parceria”. Catarina, a esposa, contou que era a responsável por atrair os homens até a  casa, onde a vítima era surpreendida por uma machadada provocada por Ramos. O homem matava, esquartejava e transportava os “pedaços de gente”, numa carreta, até o açougue que ficava três quadras depois, e era lá que o sócio Claussner as transformava em linguiça. O espaço onde o antigo açougue estava localizado, é hoje um ponto de comércio atrás da Igreja Nossa Senhora das Dores.



Em agosto de 1863, contudo, Claussner desapareceu e só foi reencontrado em 1864, morto, assassinado pelo próprio “sócio” e cúmplice. Com isso, Ramos tomou posse do negócio (alegando que havia comprado o estabelecimento,e que o antigo dono partira em uma longa viagem).
Por não saber produzir a linguiça, o cadáver de Claussner e de suas próximas vítimas são encontrados. Após a descoberta, o casal é preso e fica sob julgamento.



 Com o remorso corroendo a sanidade da mulher, Catarina contou sobre os assassinatos e sobre o processo de produção de linguiça feita com carne humana. Esse relato teria sido de suma importância para a investigação do caso, já que até hoje não foram encontrados os corpos de seis das vítimas... 

                                                                                                                                              

                                A rua Fernando Machado ainda guarda cenários "macabros"                                                                           

escadarias da rua Gen.João Manoel (antigo Beco do Cemitério)...Caminho que Catarina utilizava para levar os homens que seduzia, até a casa maldita... 

Ramos foi condenado a prisão perpétua, mas devido as suas ligações com a polícia local, a pena foi abrandada e ele teve muitas regalias na prisão. Morreu em 1893, internado na Santa Casa de Misericórdia , cego e com avançado estado de lepra. Ele nunca admitiu os crimes pelo quais foi condenado. Catarina morreu dois anos antes, uma indigente vagando enlouquecida pelas ruas da cidade canibal...  








 Na Época a população de Porto Alegre mesmo assustada com a noticia resolveu abafar os fatos para que não ganhassem fama de canibais!,Os crimes ganharam repercussão em jornais da França, Inglaterra e Uruguai.

Por muito tempo a população não consumiu ...linguiças...




Qualquer semelhança com Sweeney Todd...é mera...loucura humana!!!







Bibliografia 
" O Maior Crime da Terra - O Açougue Humano da Rua do Arvoredo", por Décio Freitas (Editora Sulina)

"Canibais - Paixão e Morte na Rua do Arvoredo", por David Coimbra (Editora L&PM)

Pesquisas:
http://oscrimesdaruadoarvoredo.blogspot.com.br/
http://noitesinistra.blogspot.com.br/2015/02/jose-ramos-o-linguiceiro-da-rua-arvoredo.html#.V2wEovkrLIU
https://folhadeabajures.wordpress.com/2014/10/02/o-silencio-da-morte-na-sombra-do-arvoredo/
http://www.cultura.rs.gov.br/v2/instituicoes-sedac/instituto-2/
http://www.museudacomunicacao.rs.gov.br/site/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Crimes_da_Rua_do_Arvoredo
http://pampurbana.blogspot.com.br/2014/05/o-linguiceiro-da-rua-do-arvoredo-ficcao.html


Fotos atuais: Bianca Osbourne
Pesquisa: Cesar Coffin Souza

terça-feira, 21 de junho de 2016

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